Destaque da edição:
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As teias da burocracia – Em Nova York, no gabinete do presidente do Banco J. P. Morgan, Lewis Preston, havia uma pequena moldura na parede com os seguintes dizeres: “Se V. não for capaz de expor o seu problema em cinco minutos, eu certamente não poderei ajudar a resolvê-lo”. Esse primor de lição de simplicidade fica a quilômetros de distância dos gabinetes oficiais de Brasília, onde está instalada, em todos os Ministérios e órgãos do governo, a mais pesada máquina burocrática. Cada um dos 39 Ministérios desdobra-se em diversas secretarias, as quais, por sua vez, desdobram-se em dezenas de departamentos e divisões, com centenas de funcionários em cada uma delas. Cabe, também, menção honrosa à atual legislação trabalhista, um cipoal de 2.496 dispositivos que regem o mercado de trabalho do País, inclusive 67 artigos da Constituição e 922 da CLT, além de 746 normas e súmulas do Tribunal Superior do Trabalho.
Outras matérias:
Intenção de Consumo das Famílias volta a registrar recuo em fevereiro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 0,9% (129,8 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 4,2% em relação a fevereiro de 2013. O aumento sazonal dos gastos no início do ano, além da manutenção de um elevado nível de endividamento e maior dificuldade de aquisição de crédito, manteve a intenção de consumo em um ritmo inferior ao do ano passado. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável. Na comparação mensal, dois componentes da pesquisa apresentaram variações positivas – Perspectiva profissional e Momento para duráveis. O maior comprometimento da renda no início do ano com gastos relacionados a transporte, moradia e educação influenciou o resultado em fevereiro. Na comparação anual, o ICF novamente apresentou variação negativa, puxada por todos os componentes da pesquisa. Nível elevado de endividamento e crédito mais caro vêm refletindo em uma maior moderação do consumo no período. Na mesma base de comparação, o último resultado positivo foi em dezembro de 2012.
Vendas do varejo têm o pior resultado em dez anos – As vendas do varejo encerraram 2013 com alta de 4,3%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada recentemente pelo IBGE. No resultado do ano, destacaram-se as atividades de artigos de uso pessoal e doméstico (10,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%). Regionalmente, Mato Grosso do Sul (+10,9%), Rondônia (+9,3%) e Rio Grande do Norte (+9,3%) apresentaram as maiores taxas. Em relação a novembro, nas séries com ajustes sazonais, a queda de 0,2% pode ser atribuída às variações no comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-12,7%) e móveis e eletrodomésticos (-3,5%). Naquele mês, a inflação no varejo foi de +0,7%. Ainda em relação ao mês anterior, o varejo ampliado, que conta com os resultados do comércio automotivo (-3,3%) e materiais de construção (-0,3%), registrou variação (-1,5%). O varejo ampliado registrou alta de 3,6% em 2013, a menor desde 2005.
Mercado aumenta IPCA esperado para 2014 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central, em 14/02, a mediana das expectativas para o IPCA aumentou pela primeira vez após duas quedas, alcançando 5,93%. Continua bem acima da meta de 4,50% (diferença de 1,43 ponto percentual). As projeções para 2015 permaneceram em 5,70% pela terceira semana, 0,8 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo as projeções são de 0,65% para fevereiro e 0,50% em março, similar ao previsto nas semanas anteriores. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,63% para fevereiro e 0,50% para março, próximos ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o IPCA de janeiro de 2014 foi de 0,55%. O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,59%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10,0% e ter aumento de 0,50 ponto em janeiro, espera-se para a próxima reunião do Copom (dias 25 e 26 de fevereiro) que continue a aumentar a taxa, entretanto, em um nível menor. Projeta-se um novo aumento de 0,25 ponto na meta, subindo de 10,50% para 10,75%. Estima-se que a Selic termine 2014 em 11,25%, com mais aumentos ao longo do ano. Para 2015, o previsto é 12,00%.
Reinstalação do Fórum das MPEs – Nos dias 10,11 e 12 de fevereiro, depois de meses de expectativas desde a sua criação, finalmente a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) reuniu-se com as lideranças representativas do segmento das MPEs, no primeiro encontro do Fórum Permanente das MPEs. As reuniões aconteceram na CNC/DF, entidade que continua a parceria para realizar os eventos, havida antes quando o Fórum era abrigado no MDIC. Os três dias de trabalho puderam ser divididos do seguinte modo. Na parte da manhã do dia 10, os antigos coordenadores dos seis comitês temáticos encontraram- se com o ministro da SMPE; na parte da tarde, o ministro coordenou a reunião com os representantes dos fóruns regionais, que passarão a chamar-se fóruns estaduais. Nos dias 11 e 12, os três comitês recém-criados foram apresentados. Essas reuniões tiveram o caráter de serem preparatórias para as próximas, que deverão acontecer nos dias 20 e 21 de maio.