Destaque da edição:
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Contas externas em 2013 – O saldo das contas externas em 2013 foi negativo em US$ 5,9 bilhões, de acordo com o Banco Central (Bacen); o primeiro déficit registrado no Balanço de Pagamentos (BP) desde o ano de 2000. A reversão do saldo das contas externas, que em 2012 foi de +US$ 19 bilhões, é reflexo da piora no desempenho das Transações Correntes, o qual não pôde ser compensado pelo ingresso de recursos via conta financeira. A Conta Corrente encerrou o último ano com déficit de US$ 81,4 bilhões, 50% maior do que em 2012, 4% acima da previsão da própria autoridade monetária (US$ 78 bilhões), mas em linha com as projeções do mercado (-US$ 81,5 bilhões). Esse resultado representou -3,66% do PIB, ante -2,41% auferido em 2012. Em 2013, apesar de positiva (US$ 2,6 bilhões), a balança comercial teve o pior desempenho desde 2001. O saldo comercial do ano passado foi equivalente a apenas 13% do registrado em 2012, o que impediu a maior contribuição do comércio exterior ao resultado das transações correntes.
Outras matérias:
Turismo deverá abrir 34,1 mil vagas temporárias de verão – O verão é o período de maior movimentação no setor turístico. Consequentemente, a demanda por trabalhadores temporários por esse setor costuma crescer significativamente nessa época do ano. De cada três vagas temporárias geradas pelo setor ao longo de doze meses, duas (66,6% do total) ocorrem nessa estação do ano. Para o verão de 2014, a expectativa da CNC, baseada em dados do Caged, é de que sejam criados 34,1 mil postos de trabalho temporários, um aumento de 1,4% ante o mesmo período de 2012. Além do mercado de trabalho interno ainda aquecido, contribui para o aquecimento do turismo interno a desvalorização de 15% do real, ocorrida nos últimos doze meses, o que deverá estimular menos as viagens internacionais.
Mercado espera PIB de 2,2% em 2013 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (07/02), a mediana das expectativas para o IPCA se reduziu pela segunda vez consecutiva, alcançando 5,89%. Continua bem acima da meta de 4,50% (diferença de 1,39 pontos percentuais). As projeções para 2015 permaneceram em 5,70%, 0,8 p.p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções são de 0,65% para fevereiro e 0,50% em março, similar ao previsto nas semanas anteriores. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,63% para fevereiro e 0,50% para março, próximos ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o IPCA de janeiro de 2014 foi de 0,55%. O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,59%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10,0% e ter aumento de 0,50 pontos em janeiro, espera-se para a próxima reunião do Copom (dias 25 e 26 de fevereiro) que continue a aumentar a taxa, entretanto, em um nível menor. Projeta-se um novo aumento de 0,25 pontos na meta, subindo de 10,50% para 10,75%. Estima-se que a Selic termine 2014 em 11,25%, com mais aumentos ao longo do ano. Para 2015, o previsto é 12,00%.
Geração Alpha – O canadense Don Tappscot é considerado como um dos pioneiros na análise do fenômeno da internet. Atualmente é apontado como o quarto mais importante pensador vivo sobre gerência e negócios (http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Tapscott). Em um de seus mais importantes trabalhos – Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation – cunhou a expressão “Net Generation”, referindo-se às crianças e jovens que no ano de 2000 tivessem de 02 a 22 anos e sua interação com todas as ferramentas de comunicação que a tecnologia de informação, na época, podia oferecer, prevendo seus impactos em todos os setores. Acertou a maioria de suas previsões! Antes da Net Generation, também chamada de Geração Z, outros autores identificaram, seguidamente, características inerentes a cada geração, como pode ser visto em: http://pt-br.facebook.com/note.php?note_id=172902682758774. Mas agora surge a chamada Geração Alpha: são as crianças que nasceram a partir de 2010 e que interagem com a tecnologia desde o nascimento. Hoje, já existem carrinhos de bebê com suportes para telas, que passam desenhos infantis, mas que podem ser conectadas à internet. Crianças com dois ou três anos, que nem dominam a linguagem oral, conseguem lidar com um smartphone com destreza. Para a Geração Alpha, o contato com a tecnologia de ponta é tão comum e natural como aquele que se verificava quando uma criança nos anos 1960, descobria o telefone.
Consumo de energia elétrica/energia solar – Com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 7 mil quilômetros de litoral e condições climáticas extremamente favoráveis, o Brasil possui um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo. As reservas de combustíveis fósseis são relativamente reduzidas; por outro lado, os potenciais hidráulicos, da irradiação solar, da biomassa e da força dos ventos são suficientemente abundantes para garantir a autossuficiência energética no País. Contudo, apenas duas fontes energéticas – hidráulica e petróleo – têm sido extensivamente aproveitadas. Cerca de 90% do suprimento de energia do País provêm de geração hidráulica, e o petróleo representa mais de 30% da matriz energética nacional. Apesar da importância dessas fontes, a conjuntura atual do setor elétrico brasileiro – crescimento da demanda, escassez de oferta e restrições financeiras, socioeconômicas e ambientais à expansão do sistema – indica que o suprimento futuro de energia elétrica exigirá maior aproveitamento de fontes alternativas.