Destaque da edição:
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O envelhecimento da população brasileira – Há cerca de vinte anos, a prestigiosa revista The Economist publicou matéria de capa com o título “Rugas na Face da Europa”, metáfora sobre o processo de envelhecimento da população do Velho Continente. Nos dias de hoje, forma-se uma tomada de consciência sobre o fato de a dinâmica do envelhecimento da população ter chegado ao Brasil. No espaço de tempo que separa os censos demográficos de 1950 e 2010, a configuração da pirâmide das idades mudou radicalmente. No transcurso desses sessenta anos, a taxa intercensitária de crescimento da população baixou de 3,5% para 1,4% anuais. A queda drástica observada no ritmo do crescimento populacional tem sua raiz no fato de o Brasil passar a ser, desde meados da década de 1960, um país cuja população deixa de ser predominantemente habitante das áreas rurais para inserir-se, de modo crescente, na vida do quadro urbano. Essa migração, modificando comportamentos, teve como consequência a redução simultânea tanto das taxas de fertilidade como das de mortalidade.
Outras matérias:
Emprego formal tem a menor geração de vagas em dez anos – O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 1,12 milhão de postos formais em 2013, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Essa foi a menor quantidade de empregos celetistas geradas no País desde 2003, quando foram abertas pouco mais de 820 mil vagas. Em comparação com 2012, houve queda de 14% no número de novos postos de trabalho. O saldo do ano passado adveio da diferença entre 22,09 milhões de admissões e 20,97 milhões de desligamentos em todo o País, e resultou em uma expansão de 2,8% ante o contingente de trabalhadores de 2012, porém em uma retração de 18,6% em relação à geração de novos postos do ano anterior. Na comparação com novembro, houve alta de 0,1%, já descontados os efeitos sazonais. Os maiores responsáveis pela expansão do emprego no ano passado foram os serviços (+3,4%) e o comércio (+3,4%), setores que responderam por 76% das vagas criadas. Em contrapartida, a agropecuária (+0,1%) impediu uma alta mais acentuada no ritmo de criação de vagas formais. O recorde na geração de postos de trabalho ocorreu em 2010, com a abertura líquida de 2,63 milhões de empregos celetistas.
MEI 2013 – Um raio-x sobre quem é o microempreendedor individual (MEI) pode ser encontrado no caderno Perfil do MEI 2013, pesquisa do Sebrae, de dezembro de 2013. Oriundo da LC n º128/2008, o programa MEI tem respaldo na inclusão social e nos efeitos do cadastramento na Receita Federal, como tal, face à redução da informalidade e ao robustecimento esperado da economia, com a diminuição das diferenças e a melhoria da distribuição da renda. Afinal, na formalidade existem portas de oportunidades para serem irrompidas. Passados mais de quatro anos da sua vigência, até outubro de 2013 eram mais de 3,5 milhões. No meio dos empreendedores, os benefícios são o principal alvo a alcançar. Daí a conscientização das vantagens com a formalização e o alto nível de satisfação do MEI: 93,9%. Por essa razão, 84% esperavam faturar mais de R$ 60 mil no ano. Quanto aos principais motivos para a formalização, 78,5% indicaram os benefícios sobre o negócio. Assim, não é estranho detectar que 68% afirmaram ter havido aumento geral das vendas; e 77,9% disseram que a formalização contribuiu para melhorar as condições de compra.
Revisão da Resolução Conama nº 340/2003 – A Câmara Técnica de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos (CTQAGR) realizará sua primeira reunião no dia 05 de fevereiro de 2014. Um dos itens da pauta será a deliberação da Proposta de Revisão da Resolução Conama nº 340/2003, que “Dispõe sobre a utilização de cilindros para o envasamento de gases que destroem a camada de ozônio”. O ozônio (O3) é um dos gases mais importantes para a proteção da vida em nosso planeta, e, embora seja encontrado em toda a atmosfera, concentra-se (cerca de 90% do total) na região entre 20 e 35 Km de altitude, onde forma a denominada camada de ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação UVB, nociva aos seres vivos. Nos seres humanos, a exposição à radiação UVB está associada aos riscos de danos à visão, ao envelhecimento precoce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele. O Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio é um tratado internacional que objetiva proteger a camada de ozônio, por meio da eliminação da produção e consumo das Substâncias Destruidoras do Ozônio (SDOs). Estabelecido em 1987, este acordo entrou para a história ao se tornar o primeiro tratado sobre meio ambiente a ser universalmente ratificado por 197 países (Partes).
A internet de todas as coisas – A adoção da internet, e toda a revolução que vem causando, é um marco tão significativo que alguns historiadores já consideram que, no futuro, nossa trajetória na Terra será contada antes e depois desse advento. As grandes empresas de Tecnologia de Informação não param de transformar as relações de interconectividade das pessoas, empresas, governos, oferecendo inovações em velocidade; muitas vezes, superior à capacidade de absorção pelos mercados. E, em meio a esse mar de criações recentes, como as redes sociais online, onde Facebook, Twitter e Instagram (inventados há menos de dez anos) são acessadas através de equipamentos multifuncionais portáteis cada vez mais leves e poderosos, surge uma nova onda: a “internet de todas as coisas”. Segundo divulgado pela empresa Cisco, uma das partícipes dessa revolução, ao longo da próxima década, o mercado de internet das coisas, ou IoE (Internet of Everything), poderá gerar um valor de R$ 70 bilhões para o governo brasileiro nas esferas municipal, estadual e federal. A estimativa leva em consideração como a comunicação da IoE pode ajudar a administração pública a economizar dinheiro em serviços, melhorando a produtividade de funcionários, gerando novas receitas sem aumentar impostos e aprimorando benefícios para os cidadãos. Nesse estudo, o Brasil se encontra na nona posição. Os maiores a gerar valor com a IoE são Estados Unidos (US$ 585 bilhões), China (US$ 291 bilhões) e França (US$ 182 bilhões). No mundo, o valor que a internet de todas as coisas pode gerar para governos é de US$ 4,6 trilhões.