Destaque da edição:
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Burocracia sufocante – Análises realizadas por instituições de pesquisa e entidades de classe comprovam que a burocracia governamental, especialmente a fiscal, sufoca a atividade empresarial e desanima os investidores. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou, recentemente, um excelente estudo denominado Quantidade de normas editadas no Brasil: 25 anos da Constituição Federal de 1988, o qual evidencia que os empresários e os contribuintes em geral não podem sobreviver ao número absurdo de normas, especialmente as tributárias, editadas nestes 25 anos. Segundo essa pesquisa, “foram editadas nesse período mais de 4,7 milhões de normas, sendo 309.147 em matéria tributária. São mais de 1,91 normas tributárias por hora (dia útil)”. Assim, todas as empresas, inclusive as pequenas e microempresas, são forçadas a recorrer a especialistas para que possam até mesmo pagar os tributos devidos, nos valores corretos e prazos certos, aumentando os custos. A pesquisa revela números aterrorizadores: em 25 anos, “foram editadas 4.785.194 normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros”. Dessa maneira, para dar qualquer passo o cidadão tem que consultar um especialista.
Outras matérias:
Confiança dos empresários do comércio recuou 2,7% em 2013 – O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio encerrou 2013 com queda de 2,7% em relação a dezembro de 2012. O quinto recuou consecutivo nessa base comparativa foi, mais uma vez, provocado pelas percepções predominantemente negativas das condições correntes (-7,4%), em especial no que se refere às avaliações da economia em geral (-10,5%). Entretanto, o ano marcado pela forte desaceleração das vendas do setor provocou estragos também na percepção das condições correntes do setor (-4,4%). Os subíndices que medem as expectativas e a propensão a investir também recuaram (-1,1% e -0,7%, respectivamente). Na comparação com o mês anterior houve alta de 0,6%. O subíndice que mede a percepção das condições correntes (Icaec) foi o maior responsável pela queda no Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) em 2013. Particularmente afetado pela decepção com o ritmo de crescimento econômico ao longo do ano, o grau de satisfação com a economia recuou 10,5%. Para 56,0% dos empresários pesquisados, o ambiente econômico piorou em relação a 2012. A deterioração ocorreu nas cinco regiões pesquisadas, sendo a maior retração verificada na região Sudeste (-11,9%).
IPCA registra alta de 5,9% em 2013 – Os últimos números de dezembro confirmaram o cenário inflacionário menos benigno em 2013. O IPCA – índice utilizado pelo Banco Central no regime de metas de inflação – apresentou alta de 0,92% em dezembro, acima da expectativa do mercado (0,83%). No acumulado em 12 meses, registrou-se elevação de 5,9%, resultado superior ao centro da meta central, que foi de 4,5%. Na comparação mensal, tanto fatores pontuais como sazonais explicaram a aceleração do índice. O grupo Transportes, com alta de 1,8%, obteve a maior contribuição sobre o indicador geral. O reajuste dos combustíveis e a aceleração dos preços das passagens aéreas impactaram de forma mais intensa em dezembro. Além disso, devido à sazonalidade de fim de ano, refeição fora do domicílio (1,1%) levou o grupo Alimentação e bebidas a registrar alta de 0,9%, contra 0,6% no mês anterior. Analisando o comportamento da inflação ao longo de todo o ano, a leve desaceleração no segundo semestre não foi suficiente para levar o nível de preços a um patamar inferior ao de 2012. Mais uma vez, alimentos e serviços foram os maiores responsáveis pela aceleração dos índices no ano passado. O incremento em torno de 8% desses componentes mostra a persistência inflacionária nos últimos anos.
Indústria cresce 1,1% nos últimos 12 meses – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, após três meses consecutivos com oscilações positivas (agosto com crescimento de 0,2%, setembro com +0,6% e outubro com +0,6%), a produção industrial recuou 0,2% em novembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A indústria extrativa foi a maior influência, com queda de 3,1%, enquanto a de transformação avançou 0,1%. Entre as categorias de uso, a maioria mostrou taxas positivas, sendo Bens intermediários (+1,2%) a mais expressiva. A única exceção foi Bens de capital (-2,6%). Na comparação com novembro de 2012, houve um aumento de 0,4%, taxa menos intensa após avanço de 1,0% e 2,0% em outubro e setembro, respectivamente. A maior influência foi a aceleração de 0,4% na indústria de transformação. A indústria extrativa também cresceu, entretanto em menor patamar, 0,1%. Para esta indústria este é o terceiro e menos intenso resultado positivo de 2013; as outras taxas foram: 1,9% em janeiro e 1,2% em outubro. Assim como na análise anterior, a maioria das categorias obtiveram variações positivas, com Bens de capital (+9,5%) sendo o maior destaque. A única exceção foi Bens de consumo (-2,2%), sendo influenciados tanto pelos Bens de consumo duráveis (-4,1%), quanto pelos Bens de consumo semi e não duráveis (-1,6%).