O comércio varejista encerrou o Natal de 2013 com sobra de produtos 10,1% maior do que em 2012. Esta é a maior taxa de estoques encalhados desde 2010, quando as sobras de produtos tinham aumentado 10,9%, aponta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os produtos em estoque, não vendidos no período, serão os responsáveis por sustentar o grande número de liquidações neste início de ano.
O comércio varejista encerrou o Natal de 2013 com sobra de produtos 10,1% maior do que em 2012. Esta é a maior taxa de estoques encalhados desde 2010, quando as sobras de produtos tinham aumentado 10,9%, aponta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os produtos em estoque, não vendidos no período, serão os responsáveis por sustentar o grande número de liquidações neste início de ano.
O economista da CNC, Fabio Bentes, destaca o crescimento dos estoques de Natal em relação a 2012, quando as sobras de produtos foram 4,1% maiores que em 2011. Para Bentes, o fraco desempenho do Natal foi o responsável pelos estoques encalhados. O Natal de 2013 teve um crescimento nas vendas estimado em 5% na comparação com 2012, 3,1 pontos percentuais a menos que o crescimento de 2012 em relação a 2011 (+ 8,1%). Para ele as liquidações vão alcançar o setor de vestuário e eletroeletrônicos, além de materiais de construção e móveis. “Muito provavelmente a inflação de janeiro medida pelo IPCA terá um alívio nos preços dos bens duráveis por causa das liquidações”, prevê Bentes.
Segundo Bentes, as estimativas do volume de produtos que sobraram do Natal foram calculadas com números do comércio varejista restrito, do IBGE, com dados de outubro e projeção de crescimento de 5%, além da projeção da indústria até outubro, também do IBGE e dados de importações de bens de consumo do Funcex.