Destaque da edição:
Destaque da edição:
A revolução econômica do pré-sal – Ao que tudo indica, a exploração do petróleo nos campos do pré-sal significará uma nova fase de prosperidade e riqueza para a economia brasileira, como foi a revolução agropecuária produzida pela Embrapa, nos últimos 25 anos. Segundo estudo recente da FGV, a economia do petróleo no Brasil vai demandar uma soma de investimentos da ordem de US$ 700 bilhões, a maior parte destinada à área do pré-sal, incluindo o Campo de Libra, na Bacia de Santos. Segundo reportagem de O Globo (20/10), a corrida para explorar o pré-sal já começou, com um programa de encomendas de 29 sondas de perfuração e 28 plataformas de exploração. Em cinco anos, entre 2013 e 2017, serão investidos US$ 105 bilhões, com reflexos sobre a cadeia industrial dos fornecedores, principalmente nos campos da siderurgia, estaleiros, máquinas e equipamentos, indústria elétrica, etc.
Outras matérias:
Vendas do varejo voltam a acelerar no 2º semestre – As vendas do comércio varejista brasileiro registraram alta de 0,9% em agosto, de acordo com a pesquisa mensal de comércio (PMC) divulgada hoje (15/10) pelo IBGE. Este resultado, livre de fatores sazonais, ficou 0,2 ponto percentual acima da projeção realizada pela CNC e foi particularmente influenciado pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que auferiram altas de 7,6% e 1,1%, respectivamente. Os preços no varejo se mantiveram praticamente estáveis na passagem mensal (+0,1% em relação a agosto) impactando favoravelmente as vendas reais que cresceram pelo sexto mês consecutivo e levaram a CNC a rever sua previsão de crescimento para 2013, de 4,2% para 4,5%. Diante dos resultados dos últimos dois meses, confirma-se a perspectiva de recuperação do varejo ante o fraco primeiro semestre do ano. Para o segundo semestre, a expectativa da CNC é de alta de 5,9% no volume de vendas (contra +3,0% da primeira metade do ano) e, para setembro, a projeção é de +0,5% em relação a agosto.
Estimativa para o PIB continua em trajetória crescente – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central, a mediana das expectativas para o IPCA deste ano mostrou ligeiro aumento, com acréscimo de 0,02 ponto percentual para 5,83%. Continuando, assim, bem acima do centro da meta de 4,50% (diferença de 1,33 p.p.), entretanto distante do teto superior, 6,50%. As projeções para 2014 ficaram próximas à semana anterior, reduzindo para 5,94%, apenas 0,56 p.p. abaixo do limite. A curto prazo as estimativas são de 0,56% para outubro e 0,67% para novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,57% para outubro, acima da mediana do mercado, apesar de bem próximo, e 0,66% para outubro, taxa também próxima ao mercado, porém inferior. Segundo o IBGE, o IPCA acumulado do ano até o mês de setembro ficou em 3,79%, enquanto o resultado nos últimos 12 meses foi de 5,86%.
Intenção de Consumo das Famílias mantém-se estável em outubro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou leve alta de 0,1% (126,3 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e recuo de 6,3% em relação a outubro de 2012. Fatores semelhantes a setembro incidiram sobre o resultado do período. O alívio pontual da inflação ainda vem impactando positivamente a confiança das famílias no mês atual. O menor otimismo quanto ao emprego e a renda e a maior dificuldade de aquisição de crédito mantiveram a intenção de consumo em um patamar inferior ao do ano passado. O índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Na comparação mensal, os componentes Perspectiva profissional, Consumo atual e Perspectiva de consumo apresentaram variações positivas. O comportamento mais favorável do nível de preços permitiu uma elevação da confiança em relação ao consumo em geral.
III Diálogo Interamericano MPEs – Com apoio do Sebrae Nacional, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e do governo canadense, Brasília sediará, em 11 e 12 de novembro, o III Diálogo Interamericano de Altas Autoridades para Micros, Pequenas e Médias Empresas – Políticas públicas para promover a internacionalização das MPMEs. Segundo o convite do seminário, tem-se como objetivo promover o diálogo regional de alto nível entre autoridades de MPMEs, sobre programas e políticas para apoiar iniciativas de inovação e competitividade para MPMEs, e para facilitar o intercâmbio de experiências bem-sucedidas, de modo a fortalecer a contribuição do setor para os membros da Organização dos Estados Americanos (OEA). Após as tentativas, um plano de ação definirá a promoção de competitividade, inovação e internacionalização das empresas, bem como a inclusão de comprometimentos específicos sobre a cooperação horizontal entre países interessados em compartilhar suas experiências bem-sucedidas.