Sustentabilidade ambiental: pauta permanente do Sistema Comércio

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As ações e os projetos de sustentabilidade ambiental praticadas pelo Sistema CNC-SESC-SENAC deram a tônica da participação do diretor geral do Departamento Nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, no segundo dia de trabalho do 27º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece até 27 de maio no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT).

As ações e os projetos de sustentabilidade ambiental praticadas pelo Sistema CNC-SESC-SENAC deram a tônica da participação do diretor geral do Departamento Nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, no segundo dia de trabalho do 27º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece até 27 de maio no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT).

“Questões de relevância para a sociedade são constantes pautas de discussões e dos projetos elaborados pelo Sistema Comércio, com a finalidade de promover o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida. Há cerca de duas décadas o tema meio ambiente entrou com força nesta pauta”, disse Maron.

Após fazer um breve histórico sobre as ações que deram ensejo à criação do Sesc e do Senac, o diretor destacou que as necessidade dos trabalhadores mudaram ao longo dos 65 anos de existência das entidades. “Vemos hoje um quadro onde a tecnologia de ponta, apesar de imprescindível, se desenvolve em descompasso com os problemas sociais”, disse Maron, para enfatizar que, atualmente, existe uma “explosão” de consumo insustentável, que degrada o meio ambiente, impede o planejamento da produção, ocasiona o desemprego e não reencaminha o trabalhador ao mercado. Diante desse quadro, afirmou o diretor, o Sistema Comércio evoluiu para, adequado à nova realidade, promover o desenvolvimento sustentável em sua estrutura.

Maron Emile falou das ações realizadas na Estância Ecológica Sesc Pantanal, que introduz, desde sua criação, em 1996, novos conceitos às tradicionais políticas de bem-estar social, fortalecendo a temática ambientalista com ações educativas, sociais e de lazer, sem deixar de lado o incentivo aos sistemas de negócios e de produção sustentáveis. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que faz parte da estância, com 107.990 hectares, também foi tema da palestra do diretor. “Nela se desenvolvem diversas pesquisas e trabalhos, que já apresentam importantes resultados, com o crescimento do número de araras azuis na reserva. Outra importante pesquisa realizada foi em relação ao seqüestro de carbono. Após todo o levantamento, foi aferido que a reserva possui um estoque de mais de seis milhões de toneladas de carbono seqüestrado”, frisou. Segundo Maron, de 1998 a 2010 foram desenvolvidos 47 projetos e pesquisas com diversas instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O diretor destacou ainda as ações de ecoturismo, de educação ambiental e de capacitação das comunidades realizadas no entorno da Reserva.

O Programa Nacional de Educação Ambiental, desenvolvido pelo Senac com base nos fundamentos da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9795/99), também foi citado – segundo Maron Emile Abi Abib, o trabalho é realizado com a produção de material didático e paradidático sobre o assunto, realização de cursos e promoção de oficinas de educação ambiental, entre outras iniciativas.

Programa Ecos

A mais recente ação do Sistema Comércio em relação ao seu compromisso com o Meio Ambiente aconteceu em março de 2010, com a criação do programa de Sustentabilidade Ecos, voltado aos servidores da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e os Departamentos Nacionais do Sesc e do Senac. “Trata-se de um conjunto de ações de educação gestão ambiental que contribuem para a racionalização dos recursos naturais e de desenvolvimento, entre os servidores das instituições, de uma consciência crítica em relação às questões sociambientais”, explicou Maron. “Temos a convicção de estarmos seguindo no caminho certo, cumprindo nosso papel junto à sociedade. A luta pela preservação e conservação da natureza está presente nas diretrizes de ação do Sistema Comércio”, finalizou.

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