O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que o investimento estrangeiro direto líquido alcançou em maio US$ 38 bilhões (resultado acumulado nos últimos 12 meses até essa data). Ele ressaltou, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realizada nesta terça-feira (15), que esse é “o maior valor registrado até hoje”.
– Isso é um sinal da confiança que há na economia brasileira – declarou.
Meirelles destacou que os investimentos estrangeiros diretos cresceram substancialmente no ano passado, “quando deram um salto muito grande”.
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que o investimento estrangeiro direto líquido alcançou em maio US$ 38 bilhões (resultado acumulado nos últimos 12 meses até essa data). Ele ressaltou, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realizada nesta terça-feira (15), que esse é “o maior valor registrado até hoje”.
– Isso é um sinal da confiança que há na economia brasileira – declarou.
Meirelles destacou que os investimentos estrangeiros diretos cresceram substancialmente no ano passado, “quando deram um salto muito grande”. Ele também disse que esse ingresso de recursos vem-se mantendo em um “patamar elevado e crescente”.
– Na medida em que a economia brasileira está mais sólida e estável, as empresas aumentam sua capacidade produtiva no país para atender à demanda doméstica e às exportações – afirmou o presidente do BC.
Durante a apresentação que fez à CAE, Meirelles citou ainda outros dados macroeconômicos que, de acordo com ele, comprovam o “dinamismo” brasileiro em relação ao exterior, como o aumento das reservas internacionais, que no início de julho alcançaram cerca de US$ 203 bilhões; e a situação da dívida externa líquida do Brasil, que atualmente é negativa no montante de US$ 16 bilhões.
– Ou seja, o país, hoje, é credor líquido internacional – frisou ele, acrescentando que, com a queda do risco-país, diminuem os custos de captação de empréstimos no exterior.
Meirelles observou também que houve, nos últimos anos, uma diversificação das exportações nacionais em relação aos países compradores. Ele informou que, nos 12 meses que vão até julho de 2008, a União Européia foi responsável por 24,9% das exportações brasileiras; a América Latina, por 22,6%; os Estados Unidos, 14%; a Ásia (excluindo o Oriente Médio), 16%; e “outros”, 21%.
O presidente do BC comparou esses dados com os dos 12 meses acumulados até junho de 2003, quando os Estados Unidos eram responsáveis por 24,3% das exportações brasileiras e a América Latina respondia por 15,9%, enquanto as outras regiões não apresentaram mudanças significativas.
Agência Senado, 16 de julho de 2008.