O faturamento do comércio varejista brasileiro cresceu 6,47% no acumulado de janeiro a abril deste ano, em relação a igual período de 2007.
O faturamento do comércio varejista brasileiro cresceu 6,47% no acumulado de janeiro a abril deste ano, em relação a igual período de 2007. É o que mostra o Índice Nacional do Comércio Varejista (INCV), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo com base nos resultados aferidos pelas federações do comércio de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraíba, Tocantins e do Distrito Federal.
“O índice do Sistema CNC inclui as micro e pequenas empresas, aquelas com até 19 funcionários, um segmento que, embora represente mais de 40% do faturamento real do comércio varejista, possui menor produtividade. Por isto, os resultados gerais são inferiores aos de outras pesquisas, como a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE”, explica o economista responsável pela pesquisa, José Barrozo.
Na análise por regiões, a Grande Florianópolis obteve o melhor desempenho, com alta de 18,10% no faturamento, seguida pela Grande Natal (17,83%), Região Metropolitana de Fortaleza (12,55%), Região Oeste do Paraná (11,57%), Região Metropolitana de Belo Horizonte (11,49%), Londrina (10,97%), Região Metropolitana de Recife (10,21%), Grande João Pessoa (9,68%), Região Metropolitana de Curitiba (7,41%), Região Metropolitana de São Paulo (6,80%), Maringá (5,74%), Tocantins (4,30%) e Rio de Janeiro (1,80%). Apenas o Distrito Federal teve queda no faturamento (-0,32%).
Na divisão por categorias de uso, as concessionárias de automóveis registraram o melhor desempenho do período, com alta de 13,92% nas vendas, seguidas por materiais de construção, que tiveram alta de 12,56%, e pelos bens semiduráveis (vestuários, tecidos, calçados etc), com incremento de 11,48%. O comércio automotivo apresentou um faturamento 8,34% maior nos quatro primeiros meses do ano. A venda de bens não-duráveis (supermercados, farmácias, combustíveis) e a de bens duráveis (móveis e decorações, utilidades domésticas, informática) cresceram 4,02% e 2,63%, respectivamente. O segmento de autopeças foi o único a registrar queda, de 5,21%.