Cartão tem uso 116% maior em cinco anos

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Valor Econômico   Editoria: Finanças    Página: C-8


Cada vez mais aceito para compras banais, de pequeno valor, o número de transações feitas com cartão de crédito cresceu 116% nos últimos cinco anos. Táxi, cafezinho, jornal e até sorvete na praia podem ser pagos com o plástico. Essa popularização do meio de pagamento derrubou o ticket médio por compra para R$ 76,3 em 2007, contra a média de R$ 79 por operação registrada em 2003.

Valor Econômico   Editoria: Finanças    Página: C-8


Cada vez mais aceito para compras banais, de pequeno valor, o número de transações feitas com cartão de crédito cresceu 116% nos últimos cinco anos. Táxi, cafezinho, jornal e até sorvete na praia podem ser pagos com o plástico. Essa popularização do meio de pagamento derrubou o ticket médio por compra para R$ 76,3 em 2007, contra a média de R$ 79 por operação registrada em 2003. O valor financeiro total gasto com o cartão saltou 108% nesse mesmo intervalo. 


Os dados constam de levantamento sobre a indústria de cartões feito pelo Itaú Cartões e mostram que a tendência para esse segmento de crédito é que o valor médio continue caindo. “É uma tendência e só não cai mais por causa do parcelado sem juros, mas deve se estabilizar com o tempo”, diz Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú. 


Entre os clientes com renda mais baixa, o ticket médio se manteve praticamente estável, na faixa de R$ 61, entre 2003 e 2007, graças ao uso mais freqüente do pagamento parcelado sem juros, que correspondeu a 52,5% das operações em 2007. 


Para o cliente com renda acima de R$ 2.500, o valor médio por transação caiu de R$ 121,1 para R$ 112,1 nesse intervalo. A compra à vista para essa categoria equivale a 57,9% do faturamento, ou seja, o apelo da compra a prazo é menor. 


Chacon lembra também que em famílias de baixa renda, o cartão funciona como instrumento de gestão do orçamento. É usado por várias pessoas, mas geralmente administrado pelas mulheres. 


Aliás, considerando o valor da compra média por sexo, entre as mulheres o valor passou de R$ 73,8 para R$ 73,3 nos últimos cinco anos, apesar de o volume de transações ter subido 123,5% no intervalo analisado. 


 


 


 


 

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