Três recordes nas vendas para o Dia das Mães

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Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-4  


Melhores condições do crédito e o dólar baixo fizeram as vendas para o Dia das Mães deste ano bater três recordes. O crescimento de 10,1% no mês de maio em relação a igual mês do ano passado foi o maior desde o início da série histórica da Serasa, em 2000. Além disso, o aumento de 6,7% ante abril foi também o maior já registrado, assim como as vendas acumuladas nos primeiros cinco meses do ano, que tiveram alta de 9,7% ante o igual período de 2006.

Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-4  


Melhores condições do crédito e o dólar baixo fizeram as vendas para o Dia das Mães deste ano bater três recordes. O crescimento de 10,1% no mês de maio em relação a igual mês do ano passado foi o maior desde o início da série histórica da Serasa, em 2000. Além disso, o aumento de 6,7% ante abril foi também o maior já registrado, assim como as vendas acumuladas nos primeiros cinco meses do ano, que tiveram alta de 9,7% ante o igual período de 2006.


A maior oferta de crédito no País, com juros menores e prazos maiores, facilitou o crescimento das vendas. “As condições do crédito ficam melhores justamente no momento em que a massa de rendimentos cresce também. A alta real é de 7% em relação ao ano passado, já descontada a inflação. Há produtos que estão inclusive mais baratos, com a desvalorização do dólar em relação ao real. O câmbio acaba sendo um terceiro fator que impulsiona as vendas no varejo”, disse o assessor econômico da Serasa, Luiz Rabi.


Para o Rabi, a estabilidade da economia, com o nível do emprego em alta, gera maior confiança no consumidor para tomar crédito. “Com menos medo da economia ou do desemprego, as pessoas se endividam por prazos mais longos”, comentou.


A queda do dólar aparece como terceiro fator de aumento das vendas, com o barateamento de artigos importados ou que utilizam matéria-prima e/ou maquinário trazidos do exterior. Este é o caso, por exemplo, de eletroeletrônicos. O varejo chamado especializado, que exclui vendas de supermercados e de artigos de alimentação e bebida, registrou alta de 12,5% nas vendas de maio, em relação ao ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi o mesmo, de 12,5%.


O crescimento das vendas do varejo especializado, nas lojas de eletroeletrônicos, computadores e itens de informática, veículos e materiais de construção, impulsionou as vendas gerais. O segmento de supermercados teve alta de 8,8% em relação ao ano anterior. Neste caso, o aumento da renda é o maior motivo.


O volume de vendas, de janeiro a maio deste ano, dos hipermercados, supermercados e do varejo de alimentos e bebidas (mercearias, açougues, quitandas, distribuidoras de bebidas, entre outros) cresceu 7,2% ante o igual período de 2006.


 

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