Fecombustíveis relata problemas dos postos com o biodiesel

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Os problemas de qualidade do biodiesel na mistura com o diesel, com os aumentos anuais da mistura obrigatória, e os impactos nos  consumidores foram abordados durante o Workshop Projeto Biodiesel, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pelos representantes do setor automotivo, distribuidoras de combustíveis, transportadores-revendedores-retalhistas e revenda de combustíveis, em 15 de outubro.

O workshop foi apresentado pela diretora da ANP Symone Araújo e contou com a abertura de Rodolfo Saboya, diretor-geral da agência reguladora. A ANP apresentou os resultados das análises realizadas no Centro de  Pesquisas e Análises Tecnológicas (CPT) da primeira fase do Projeto Biodiesel, que representa a antecipação do novo Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio), que vai acompanhar a qualidade do biodiesel e do diesel A (puro) antes da mistura.

Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis, relatou as dificuldades no dia a dia da revenda, em virtude da deterioração do biodiesel que compromete a qualidade do diesel. Segundo ele, desde que o teor da mistura obrigatória passou dos 7%, os problemas aumentaram, mesmo com todos os cuidados e boas práticas de manutenção e limpeza. “A troca de filtros, que antigamente era mensal, passou a ser semanal. Fazemos uma rotina diária dos postos para checagem de água nos tanques, e quem não segue as boas práticas fecha”, destacou. “O consumidor tem problemas com o bico injetor entupido, as máquinas ficam paradas e até as bombas de diesel estão travando porque forma uma laca nas engrenagens até o equipamento parar”, complementou.

Além de todos os problemas relatados, Paulo Miranda destacou que o índice de reclamação do consumidor sobre a qualidade do diesel é muito alto. Segundo ele, são os postos que estão face a face com o cliente e precisam dar uma satisfação sobre a qualidade do combustível, e não é incomum os questionamentos acabarem na Justiça.

Paulo Miranda defendeu que o limite máximo do biodiesel mistura não deveria passar de 10%, bem como a necessidade da abertura de novas rotas tecnológicas, como alternativas ao biodiesel, como o diesel verde.

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