Monitor – 1º de junho de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
01/06/23 | nº 915 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Comércio em Pauta, publicada hoje no Valor Econômico, destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o PLV 09/23 vetando os artigos 11 e 12, que desviavam 5% da arrecadação do Sesc e do Senac para a Embratur.

O conteúdo produzido pela CNC também relata que o projeto Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras conta, este ano, com a participação de 51 escritores e tem como objetivo incentivar a leitura e novos autores. A coluna registra, ainda, a realização do Fórum Setorial de Gestão e Negócios, o primeiro da série de Fóruns Setoriais promovida pelo Senac a acontecer este ano.

Desoneração da folha
O Estado de S. Paulo 
informa que, às vésperas do anúncio das diretrizes que vão guiar o texto da reforma tributária, previsto para a próxima semana, o relator Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB) tem sido pressionado por empresários a incluir a desoneração da folha de pagamentos (redução dos encargos cobrados sobre os salários dos funcionários) e, ainda, manter a isenção de impostos sobre os itens da cesta básica.

Ribeiro participou ontem de encontro em Brasília com empresários e parlamentares de frentes no Congresso que defendem a agenda de comércio, serviços e agronegócio – setores mais resistentes à reforma.

Segundo a reportagem, a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) elencou 14 sugestões, entre elas a de garantir que empresas do Simples possam aproveitar o sistema de créditos a ser gerado pela implantação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) no lugar de tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins.

Ribeiro adiantou que a sua ideia é dar a possibilidade de empresários que hoje participam do Simples mudarem de regime tributário para o IVA, caso lhes conviesse, e assim se beneficiar de créditos gerados ao longo da cadeia produtiva. Isso poderia atender pequenas empresas que integram cadeias longas, que poderiam descontar do produto que vendem impostos já pagos por seus fornecedores.

O governo quer empurrar a discussão sobre a desoneração para uma terceira fase da reforma, após a revisão da tributação sobre a renda, prevista para o segundo semestre.

Desemprego 
Principais jornais relatam que, sem um grande aumento na procura por trabalho, a taxa de desemprego do Brasil ficou relativamente estável em 8,5% no trimestre até abril. O resultado veio após o indicador marcar 8,4% nos três meses imediatamente anteriores. A taxa de 8,5% é a menor para o trimestre até abril desde 2015 (8,1%). O dado também veio abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam 8,8% na mediana.

O número de desempregados, por sua vez, foi estimado em 9,1 milhões até abril, disse o IBGE. O contingente era de 9 milhões nos três meses anteriores. Também houve relativa estabilidade.

Inflação no atacado
Valor Econômico 
aborda cenário que tem ajudado a derrubar os preços no atacado no Brasil. Queda de custo de produção e retomada das cadeias globais, perspectivas de desaceleração da economia global e valorização do real favorecem recuo.

A reportagem cita que a LCA Consultores reviu sua projeção da alta dos bens industriais no IPCA de 4,3% para 3,3%.

“Preços globais e no atacado são mais voláteis do que ao consumidor. O que está acontecendo no atacado mexe com o varejo”, afirma Fábio Romão, economista da consultoria.

Dívida pública
Valor Econômico e O Estado de S. Paulo 
afirmam que, mesmo com resultado primário positivo, a dívida bruta brasileira voltou a subir em proporção do PIB em abril, após dois meses em queda. O percentual fechou o mês em 73,2%, alta de 0,1 ponto percentual em relação a março. O crescimento se deu principalmente por apropriação de juros nominais, montante pago pelo governo para custear a dívida, que contribuiu para aumentar o montante em 0,6 ponto. Por outro lado, o crescimento do PIB segurou o aumento do nível de endividamento, puxando 0,4 ponto para baixo. O endividamento  soma R$ 7,5 trilhões.

Combustíveis
O Estado de S. Paulo 
ressalta que mudança no modelo de cobrança do ICMS deve aumentar os preços da gasolina no Brasil. A partir de hoje, o imposto passará a ter alíquota única de R$ 1,22 por litro em todos os estados.

Dados da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Fertilizantes (Fecombustíveis), com valores referentes a 16 de maio, apontam que apenas três estados tiveram alíquotas que representaram valores maiores: Alagoas, Amazonas e Piauí.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alega que são apenas essas unidades federativas que não devem ter aumento da gasolina.

Refinarias
Valor Econômico 
conta que a entrada em vigor, nesta quinta-feira, 1º, do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina deve tirar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,8 bilhão dos cofres da refinarias independentes de petróleo, o que tende a elevar os preços para o consumidor.

Representantes dos Estados, beneficiados com as mudanças, admitem que o impacto é significativo e que o tema ainda está em discussão por eles. Mas afirmam que já há um entendimento jurídico sólido a respeito da importância da monofasia.

O cálculo sobre o impacto financeiro é da Refina Brasil, que representa seis empresas particulares do setor: Acelen, Atem, Dax Oil, Paraná Xisto, Refinaria de Petróleo Riograndense e SSOil Energy.

Com a mudança, o crédito tributário a que essas companhias tinham direito precisaria ser estornado aos cofres dos Estados, causando o prejuízo. A estimativa do grupo também leva em conta a monofasia do ICMS sobre o diesel, que entrou em vigor no dia 1º de maio.

Hurb
O Estado de S. Paulo 
conta que, um dia após a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) determinar a suspensão das vendas de pacotes flexíveis pela agência de viagens Hurb, a empresa iniciou um processo de demissão de cerca de 400 funcionários. O número equivale a cerca de 40% da equipe, segundo funcionários da empresa. Posts no LinkedIn mencionam o desligamento de profissionais de diferentes áreas, como designers, programadores e gerentes de operação.

Em nota, a companhia menciona a “readequação de seu quadro de colaboradores, além de outras ações que visam à redução de despesas”. A empresa afirma ainda que “está promovendo mudanças em todas as suas áreas, como parte da reestruturação da companhia” e lamenta as decisões tomadas.

Câmara
Imprensa destaca que a Câmara dos Deputados aprovou ontem a medida provisória que reestrutura o Executivo por 337 votos a favor, 125 contra e uma abstenção. A votação ocorreu depois de uma crise que aumentou a pressão do Congresso sobre o Palácio do Planalto. Líderes partidários e deputados pedem resolução dos problemas de articulação política do governo Lula para analisarem matérias que sejam de interesse do Executivo e até uma reforma ministerial.

Collor
Jornais também registram que os ministros do Supremo Tribunal Federal definiram em oito anos e dez meses de prisão a pena a ser aplicada ao ex-presidente e ex-senador Fernando Collor (PTB), por corrupção e lavagem na Operação Lava-Jato. Segundo o Código Penal, o condenado com pena superior a oito anos de prisão deve começar a cumpri-la em regime fechado.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,61%, cotado a R$ 5,07. Euro subiu 0,24%, chegando a R$ 5,42. A Bovespa operou com 108.335, queda de 0,58%. Risco Brasil em 244 pontos. Dow Jones caiu 0,41% e Nasdaq teve queda de 0,63%.

Valor Econômico
Falências demoram em média 16 anos no país e devolvem pouco aos credores

O Estado de S. Paulo
Mais da metade dos alunos do 2º ano não está alfabetizada, aponta o MEC

Folha de S.Paulo
Câmara de SP aprova revisão do Plano Diretor em 1º turno

O Globo
Lira culpa governo por crise política: ‘Insatisfação geral’

Correio Braziliense
Planalto libera R$ 1,7 bilhão e MP da Esplanada é aprovada

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