Monitor – 8 de fevereiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
08/02/23 | nº 839 | ANO V |  www.cnc.org.br
Valor Econômico informa que o Sebrae Nacional fechou parceria com o Clube dos Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e a Confederação Nacional dos Diretores Lojistas (CNDL) a fim de lançar um programa nacional para impulsionar o crescimento de micro e pequenas empresas de comércio e serviços por meio da inovação. O objetivo é atingir aproximadamente 900 micro e pequenas empresas no país no primeiro ano, gerando impacto em pelo menos 7 mil pessoas.

O Sebrae Nacional até agora fechou parceria com 30 CDLs em 25 Estados. O projeto será lançado nesta semana. A consultoria AAA Inovação, do economista Ricardo Amorim e dos empresários Allan Costa e Arthur Igreja, foi contratada para auxiliar na capacitação de empreendedores.

Serão oferecidos conteúdos como vendas on-line, marketing digital, gestão financeira, montagem de vitrines e gestão de redes sociais. As empresas receberão mentoria dos consultores do Sebrae e da AAA Inovação para acelerar a implantação de inovação. Os empreendedores vão ainda se conectar com startups selecionadas pelo Sebrae, que possuem inovações adequadas para micro e pequenas empresas. As inovações poderão ser contratadas pelos empreendedores. O programa dura 12 meses.

BC
Manchete em O Globo aborda “novo capítulo” em “cruzada” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O petista argumentou que os senadores podem trocar o comando da autarquia.

Lula cobrou que os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, estejam atentos à atuação do presidente do BC. A reportagem cita que Haddad e Tebet compõem com Campos Neto o Conselho Monetário Nacional (CMN).

O diário carioca cita que o titular da Fazenda atuou para distensionar o ambiente, enquanto senadores de diversos partidos não veem “clima” para uma troca no comando do BC. O mercado defendeu a autonomia do órgão.

Já a manchete da Folha de S.Paulo destaca que o presidente do Banco Central defendeu ontem a autonomia da autarquia e argumentou que a independência traz como resultado um melhor custo-benefício da política de juros ao país. De acordo com Campos Neto, a desconexão do ciclo de política monetária com o ciclo político é um dos principais ganhos da autonomia formal.

O Estado de S. Paulo acrescenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado por ministros a amenizar o tom no confronto com o presidente do BC. Segundo o jornal, interlocutores de Lula alertaram que esse confronto só tem contribuído para aumentar o chamado prêmio de risco pedido por quem compra os papéis do Tesouro e financia o governo, impactando a curva de juros.

Copom
O Estado de S. Paulo 
noticia que a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem afirma que diretores do Banco Central (BC) consideram que as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda podem reduzir a inflação.

No entanto, o documento do Copom chamou a atenção para os “desafios” para que as iniciativas sejam colocadas em prática. Segundo a direção do BC, pacote anunciado  “atenuaria os estímulos fiscais sobre a demanda, reduzindo o risco de alta sobre a inflação”.

A autarquia lembrou que ‘será importante acompanhar os desafios na sua implementação”. As medidas propostas pelo ministro Fernando Haddad ainda precisam passar pelo Congresso Nacional.

O Globo publica que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a ata do Copom foi mais “amigável” em relação às políticas do governo. A reportagem acrescenta que analistas de mercado, apesar de admitirem ver na menção ao pacote fiscal um gesto de conciliação, avaliam que a ata corroborou o tom mais duro visto no anúncio da manutenção da Selic em 13,75%.

Segundo os especialistas, o Copom primeiro vai querer ver o pacote de Haddad oficializado e posto em prática para avaliar se as medidas resultarão em alívio no déficit primário, ancorando as expectativas de inflação.

Inadimplência
Valor Econômico 
conta que o aumento do nível de endividamento das famílias, decorrente do aumento do custos de vida, amplia os índices de inadimplência  nos bancos e o cenário pode ser ainda de mais estresse no futuro, considerando o aumento das renegociações de empréstimos e uma expansão de acelerada de produtos de crédito com margens mais altas.

A avaliação é da Moody’s e aparece em relatório assinado por Daniel Girola, vice-presidente e analista sênior na agência de risco. No documento, ele destaca que a pressão sobre a renda das famílias brasileiras continua alta, mesmo com uma melhora no mercado de trabalho e com a redução da inflação.

O jornal acrescenta que o ministro da Fazenda disse que o programa Desenrola, voltado para famílias inadimplentes de baixa renda, pode ter impacto, no limite, em 100 milhões de brasileiros. Ele disse que vai concluir o desenho do programa com o presidente em breve. “Temos 70 milhões de CPFs negativados, desses, 50 milhões são de população de zero a 2 salários mínimos”, disse o ministro. Como há familiares que dependem desses negativados, ele explicou que o programa pode alcançar a renda de 100 milhões de brasileiros. “Se não desatar esses nós, não vai reestruturar a vida desses brasileiros”, disse.

Arrecadação
Valor Econômico 
adianta que a arrecadação tributária no país em 2022 trouxe um fato inédito: a receita de ICMS obtida pelos Estados, historicamente o tributo com maior arrecadação do país, ficou quase R$ 20 bilhões ou 3% abaixo do Imposto de Renda. O tributo federal liderou o ranking. Segundo a Receita, o total de IR pago em 2022 alcançou R$ 710,13 bilhões e o ICMS, R$ 690,21 bilhões. Em 2021, a arrecadação do IR foi 16% menor que a do ICMS.

Diesel
Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Correio Braziliense 
informam que a Petrobras vai reduzir em 8,9% o preço do diesel nas refinarias a partir de hoje. Segundo a estatal, o preço médio do produto cairá de R$ 4,50 para R$ 4,10 por litro. O preço da gasolina, por outro lado, permanece inalterado.

A reportagem pontua que esse é o primeiro corte da gestão de Jean Paul Prates e era esperado pelo mercado. A estatal vinha operando com preços bem mais altos do que as cotações internacionais do produto.

Shoppings
Valor Econômico 
registra que o faturamento dos shoppings somou R$ 191,8 bilhões no país no ano passado, alta de 20,5% no comparativo com 2021 e patamar estável em relação a 2019, antes da pandemia. Os números fazem parte do censo anual da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A associação projeta avanço de 14,6% este ano, para R$ 219,8 bilhões.

Se a estimativa se confirmar, será um faturamento recorde para o setor, embora o percentual de crescimento esteja abaixo do registrado em 2022. A desaceleração reflete a base de comparação mais forte, segundo a Abrasce. No primeiro semestre do ano passado, o crescimento se acentuou em relação ao início de 2021, que havia sido fortemente afetado pela pandemia.

Segundo a associação, os resultados de 2022 superaram as expectativas. O tíquete médio aumentou e a taxa de conversão das visitas às lojas em vendas também.

Carnaval
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 conta que as empresas de ônibus de São Paulo projetam um crescimento de 20% no volume de passageiros para o próximo Carnaval na comparação com o feriado de 2019, antes da pandemia.

Pelas expectativas do Setpesp (associação do setor), mais de 550 mil passageiros devem passar pelos terminais rodoviários da Barra Funda, do Jabaquara e do Tietê entre os dias 17 e 19 de fevereiro.
Os destinos mais buscados são a região do litoral, o Vale do Paraíba e interior.

O Setpesp atribui o aumento a fatores como o alto preço das passagens aéreas e o custo com pedágio e combustível nos carros particulares, além da demanda reprimida da pandemia.

Americanas
Valor Econômico 
relata que a Americanas entrou com pedido na Justiça do Rio de Janeiro em que requer a liberação de R$ 44,8 milhões retidos pela empresa de meios de pagamento Stone. Os recursos se referem à venda de produtos em lojas virtuais que integram o marketplace da Americanas.

Segundo informa a varejista em sua petição, datada de 6 de fevereiro, “os valores decorrentes da venda dos produtos são integralmente transferidos para as contas bancárias da Americanas S.A.” e posteriormente repassados aos vendedores dos produtos.

A Stone, por sua vez, havia informado à Justiça em petição com data de 26 de janeiro que reteve os R$ 44,8 milhões e que o montante inclui pagamentos vencidos e a vencer. No documento, dirigido ao juiz da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, os advogados da Stone alertam que parte da quantia precisa ser repassada pela Americanas aos vendedores.

Comissão de Ética
O Estado de S. Paulo 
traz que, em uma espécie de intervenção na Comissão de Ética da Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destituiu ontem três dos sete integrantes do colegiado. A decisão não tem precedentes, uma vez que nenhum dos demitidos pediu para sair. A dispensa ocorreu após o Estadão revelar, anteontem, que a Comissão de Ética beneficiou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

IA
Em manchete, O Estado de S. Paulo evidencia que uma comissão formada por 18 juristas apresentou proposta para regular no País a inteligência artificial (IA). A iniciativa ocorre no momento em que cresce o uso de ferramentas digitais capazes de criar textos complexos em formatos variados, como o ChatGPT. Entre os principais pontos, o texto restringe o uso de câmeras para reconhecimento facial nas ruas.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,50%, cotado a R$ 5,20. Euro subiu 0,46%, chegando a R$ 5,57. A Bovespa operou com 107.829, alta de 0,82%. Risco Brasil em 242 pontos. Dow Jones subiu 0,78% e Nasdaq teve alta de 1,90%.

Valor Econômico
Lula volta a atacar BC e critica a privatização da Eletrobras

O Estado de S. Paulo
Senado propõe regras sobre inteligência artificial e restrição a uso de reconhecimento facial

Folha de S.Paulo
Autonomia do BC reduz peso de juro, diz Campos Neto

O Globo
Lula sugere troca no BC, e mercado defende autonomia

Correio Braziliense
PMs são presos por ato golpista

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