Monitor – 15 de setembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
15/09/22 | nº 739 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Principais jornais relatam que as vendas no varejo recuaram em julho, na terceira queda seguida do comércio sobre o mês anterior, contrariando expectativa de crescimento com retração em 7 das 8 atividades pesquisadas, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. A queda foi de 0,8% sobre junho, em dado com ajuste sazonal, maior declínio para o mês desde 2018 (0,9%). Na comparação com julho de 2021, o varejo encolheu 5,2%.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,3% na comparação mensal e de queda de 3,5% sobre um ano antes. As quedas na comparação com junho foram disseminadas, com destaque para tecidos, vestuários e calçados (-171%), móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e livros, jornais e papelaria (-2,0%). Apesar da deflação de julho, o IPCA ainda acumulava no período alta de 10,07% em 12 meses, comprimindo o poder de compra das famílias.

“A reação do consumo das famílias só vai se fazer sentir por causa dos recursos da Proposta de emenda à Constituição (PEC Eleitoral, que instituiu o benefício maior até o fim do ano), e não pela deflação de agosto. Mas o recado que fica e acende uma luz amarela é que o problema da inflação não foi corrigido ainda. Apesar da chegada desses recursos, a tendência é que o varejo tenha um restante de 2022 com desempenho fraco das vendas”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes em O Globo. Jornal informa que a entidade revisou de 1,7% para 1,3% a projeção de crescimento das vendas do varejo este ano.

A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) também traz a nova projeção da CNC para o varejo, acrescentando que o segmento foi pego de supresa com o fraco resultado. A CNC prevê agora que, no quarto trimestre de 2022, as vendas tendem a ser afetadas negativamente pelo efeito retardado do aperto monetário.”Embora, do ponto de vista dos preços, julho tenha se caracterizado pela maior deflação para aquele mês desde o inicio da série histórica do IPCA, o recuo nos preços não se traduziu em aumento generalizado de vendas”, comentou o presidente da CNC, Jose Roberto Tadros.

A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje no Valor Econômico, destaca o debate ocorrido na Câmara Brasileira de Comércio Exterior. O órgão consultivo da entidade reuniu empresários do comércio exterior do país e concluiu que o cenário internacional impulsionou intercâmbio do Brasil com vizinhos. “A noção de blocos econômicos vai se consolidando no mundo, e o Mercosul precisa ser fortalecido para que nossos países também possam se beneficiar. somos mais do que vizinhos, somos parceiros em um processo de integração com um grande potencial de benefícios mútuos”, defendeu o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O conteúdo também informa que o Sesc participa da 10ª edição da Semana MOVE, movimento internacional pela prática de esportes e atividades físicas. A coluna relata, ainda, que o Senac do Rio de Janeiro firmou parceria com o Women in Brasil  para incentivar participação de mais mulheres no segmento de games.

Reforma tributária 
Em manchete, O Estado de S. Paulo conta que o movimento suprapartidário “Pra Ser Justo” fez um mapeamento dos programas de governo e das falas dos quatro presidenciáveis mais bem pontuados nas pesquisas sob a ótica de uma reforma tributária e avaliou que Simone Tebet (MDB) é quem traz a proposta mais completa e justa para os mais pobres, seguida de Ciro Gomes (PDT) e, depois, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A de Jair Bolsonaro (PL) é considerada pelo estudo a mais injusta.

O grupo reúne entidades, instituições, empresários, empreendedores, especialistas e acadêmicos e defende uma reforma dos impostos mais simples e com justiça social: ricos pagam mais, pobres pagam menos.

Black Friday
Folha de S.Paulo 
afirma que, se, por conta da polarização política, outubro pode ser um mês tenso, o varejo se prepara para assistir as vendas deslancharem no último bimestre, ao juntar Copa do Mundo, Black Friday, 13º salário e festas de fim de ano em um mesmo período.

Segundo pesquisa da Nielsen e Toluna, antecipada para a Folha, 50% dos brasileiros pretendem fazer compras na Black Friday para se prepararem para assistir aos jogos. Entre os itens mais buscados estão eletrodomésticos (televisão, máquina de lavar roupa), celular ou tablet, moda, notebook ou PC e móveis.
O levantamento foi realizado entre 6 e 21 de julho, com questionário online enviado para 2 mil pessoas de todo o país. Mais da metade (55%) dos entrevistados têm entre 25 e 44 anos.

As compras de produtos eletroeletrônicos são concentradas na Black Friday, com os consumidores em busca de descontos em produtos de alto valor agregado. A Copa, por sua vez, é a principal data para venda de TVs em todo o mundo.

Eleições 1
O Globo 
mostra que os dois candidatos à Presidência que tentam encarnar o movimento da terceira via, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), intensificaram uma campanha para impedir a debandada de apoiadores que se mostram dispostos a aderir ao chamado voto útil. Ao todo, 54% dos eleitores de ambos os presidenciáveis declararam que ainda podem mudar o voto, de acordo com o Datafolha divulgado na última sexta-feira.

Eleições 2
Folha de S.Paulo 
destaca que aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) lançaram se em operação para conter danos após o ataque de um correligionário do candidato ao governo paulista a uma jornalista na saída do debate de terça feira (13). O deputado estadual Douglas Garcia interpelou Vera Magalhães, da TV Cultura, com acusações falsas e ofensas. Entidades de imprensa repudiaram a agressão.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,17. Euro caiu 0,11%, chegando a R$ 5,16. A Bovespa operou com 110.546 pontos, queda de 0,22%. Risco Brasil em 264 pontos. Dow Jones subiu 0,10% e Nasdaq teve alta de 0,74%.

Valor Econômico
Crédito rural de cooperativas cresce e supera banco privado

O Estado de S. Paulo
Propostas tributárias de Lula e Bolsonaro são as mais injustas

Folha de S.Paulo
Bolsonarismo teme danos de ataque a jornalista

O Globo
Bolsonaristas tentam conter danos de ataque a jornalista

Correio Braziliense
Corrida ao GDF investe no voto dos indecisos

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