Atuação do Polo Socioambiental Sesc Pantanal é destaque na Rio Innovation Week

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Cristina Cuiabália, Gerente Geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal

No palco da TurisTech, área do Rio Innovation Week que reúne empresas e organizações do setor de turismo e hospitalidade, a palestra Sustentabilidade: Sesc no Pantanal foi um dos destaques da agenda desta sexta-feira (11/11), dia de encerramento da RIW 2022.

Conduzida por Cristina Cuiabália, Gerente Geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, a apresentação touxe ao público belas imagens do bioma e dados relevantes para a sua conservação. Cristina destacou o olhar do Sesc para a inovação enquanto estratégia a serviço do desenvolvimento social inclusivo, da conservação colaborativa da natureza e da sustentabilidade. “Estarmos aqui é uma oportunidade de conhecermos e refletirmos mais sobre esse mundo pós pandemico, além de mostrarmos como o Polo tem se reinventado e fortalecido seu papel de referência dentro do Sistema CNC-Sesc-Senac na questão socioambiental”.

Em meio ao cenário de retomada gradual do turismo, potencializado pela cobertura vacinal da população contra a covid-19, uma reflexão importante da palestra de Cristina diz respeito ao valor do turismo também para a saúde, especialmente infantil: “Já se fala em transtorno de déficit de natureza, no qual crianças que crescem sem contato com o ambiente natural apresentam sintomas depressivos, ansiedade, obesidade, déficit de atenção. Mais do que nunca, precisamos pensar na regeneração da nossa relação com a natureza, pois ela exerce um profundo impacto sobre a nossa saúde”.

Já sobre a relevância global das questões socioambientais, ela acrescenta: “Esse tema está no centro de todas as questões geopolíticas. Por isso, a responsabilidade é de todos: pessoas, empresas, organizações, e não de apenas um lado da sociedade”.

O Polo é reconhecido pela sua atuação na conservação da biodiversidade, pesquisa científica, desenvolvimento comunitário, educação ambiental e turismo responsável. A gestora ressaltou a importância da participação da própria população nas iniciativas locais de sustentabilidade,  não só do Sesc no Pantanal, mas em todo o país. “A natureza no Brasil é permeada de gente e sua cultura. Por isso, a conservação deve ser colaborativa. No Pantanal, o turismo tem sido um dos principais indutores da preservação dos territórios. Em Poconé, por exemplo, a população se apropria das atividades em seu próprio fazer socioambiental. As pessoas são sempre as protagonistas desse processo”.

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