Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, divulgados no dia 31 de janeiro, das 37.579 vagas formais registradas pelo Estado no ano passado, 14.807 foram para o setor de serviços e 7.965 para o setor do comércio, totalizando 22.772. A indústria registrou 5.669 vagas, seguida pela construção civil, com 3.158 novos postos de trabalho.

O resultado do ano passado conseguiu reverter, com folga, o déficit de vagas criado entre os anos de 2015 e 2020. No acumulado desses anos, o Rio Grande do Norte registrava 17.110 vagas. Com o número de 2021, o Estado passa a computar um saldo positivo de 20,4 mil empregos.
“Os números do emprego formal no RN em 2021 foram extremamente positivos. Terminar o ano com um saldo de mais de 37 mil vagas é algo que merece uma comemoração efusiva, principalmente se considerarmos que em 2020 o saldo final foi negativo em quase 2.700 postos. No entanto, chamo a atenção para a seguinte análise: em 2020, tivemos um ano perdido, do ponto de vista de novas vagas, ou seja, no ano passado, havia uma demanda reprimida do mercado pelo reaquecimento de algumas atividades e a necessidade de novas contratações. Além disso, também houve algumas vagas criadas sob demanda da pandemia, como na área de saúde”, detalhou o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz.
O comércio varejista fechou 2021 com um saldo positivo de 5.640, contra apenas 515 abertas em 2020; seguido pelo atacadista, que abriu 1.513 novas vagas, ante 866 computadas em 2020. “Esse recorte reforça que, enquanto 2020 teve predominância do atacado, 2021 marcou a retomada do varejo como locomotiva do emprego, graças à reabertura da economia”, pontuou Queiroz.
No setor de serviços, o grande destaque ficou por conta dos segmentos de alojamento e alimentação, que abriu 3.470 novas vagas na esteira da retomada sobretudo dos segmentos de hotéis, bares e restaurantes; saúde, com 2.234 empregos a mais, impulsionado pela demanda da pandemia; e educação registrando 1.102 postos a mais.
Dezembro 2021
Especificamente no mês de dezembro, o Rio Grande do Norte registrou um saldo negativo de vagas de -967, sendo que o comércio teve saldo de 418 empregos e os serviços de outros 330. No último mês do ano, o saldo negativo foi puxado basicamente pela agropecuária, que fechou 914 postos com a desaceleração da safra de frutas e pela construção civil (-603 vagas).
Quando analisado o mercado de trabalho formal potiguar ao longo do ano, verificou-se que os dois melhores meses do ponto de vista de geração de vagas foram agosto (+7.502 vagas) e setembro (+ 6.360). Para o comércio, o melhor mês do ano foi novembro (+1.292 empregos), seguido de agosto (+1.117). Já para os serviços, destaque para os meses de fevereiro (+2.295) e junho (+1.969).