Volume de vendas do comércio varejista aumenta 9,8% no ano

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-5


O volume geral de vendas do comércio varejista no País cresceu 9,8% neste ano até agosto, na comparação com igual período de 2006, segundo índice divulgado pela Serasa, baseado no número de consultas de empresas-clientes para averiguar a capacidade de crédito de cada consumidor.


O Indicador de Atividade do Comércio foi puxado principalmente pelo crescimento, nesse período, de 12% nas vendas do comércio varejista especializado, como eletroeletrônicos, veículos e materiais de construção, entre outros.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-5


O volume geral de vendas do comércio varejista no País cresceu 9,8% neste ano até agosto, na comparação com igual período de 2006, segundo índice divulgado pela Serasa, baseado no número de consultas de empresas-clientes para averiguar a capacidade de crédito de cada consumidor.


O Indicador de Atividade do Comércio foi puxado principalmente pelo crescimento, nesse período, de 12% nas vendas do comércio varejista especializado, como eletroeletrônicos, veículos e materiais de construção, entre outros. As vendas dos hipermercados, supermercados e varejo de alimentos e bebidas (mercearias, açougues, quitandas, distribuidoras de bebidas etc), aglutinadas desta forma pela empresa, subiram 7,5% quando comparadas com os primeiros oito meses de 2006.


Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, informa que o volume geral de vendas do comércio varejista de janeiro a agosto de 2006 sobre o ano anterior crescera 5,4%. Nas comparações de agosto deste ano com o igual mês de 2006, as vendas gerais do varejo e também as dos segmentos especializados registram, ambas, crescimento de 9,2%, e o aglutinado de hipermercados e supermercados teve aumento de 9,1%.


Almeida explica que o indicador não reflete crescimento do faturamento. “O que nós acompanhamos é o volume de consultas feitas nossa base de dados. Isso seria o equivalente ao volume de vendas físicas e não dinheiro”. Segundo a Serasa, sua base de consultas soma 5,6 milhões de empresas no País, das quais as 6 mil mais representativas do comércio varejista foram usadas para o calculo deste indicador.


“No varejo especializado, o quê a gente sabe é que o que está puxando (o crescimento) dentro do comércio especializado é o comércio de veículos e de eletroeletrônicos. A redução da taxa de juros tem facilitado o crédito e também o alongamento dos prazos. E o consumidor também está numa posição melhor do que estava em agosto do ano passado, em termos de emprego, renda e de inadimplência também”, afirma Almeida.


Ao contrário de 2006, em que havia expansão tanto do crédito quanto da inadimplência dos consumidores, o cenário deste ano está favorável ao comércio, com o crescimento do crédito em patamares maiores e queda acentuada dos níveis de inadimplência.


Segundo Almeida, no acumulado de janeiro a julho, o crédito para a pessoa física cresceu 17,2%. Em igual período de 2006, havia crescido 14,5%. De janeiro a julho de 2006, na comparação com o igual período do ano anterior, a inadimplência estava crescendo 15,5%. “Neste ano, em relação a janeiro a julho de 2006, ela tem queda de 1,7%”, disse Almeida.


Almeida explicou que os dois indicadores se dão sobre uma base elevada. Assim, a queda de 1,7% na inadimplência é acentuada e o crédito cresce também sobre uma base elevada. “Isso torna esse crescimento ainda muito mais atraente (para o comércio). Hoje o ambiente da inadimplência está muito mais favorável para o comerciante e para o crédito”.


O assessor da Serasa disse não ter informações ou elementos para avaliar o impacto da redução de imposto feita pelo governo federal sobre computadores, dentro do setor de eletroeletrônicos. Mas sobre o peso da redução de custos de componentes e produtos importados, gerado pela desvalorização do dólar frente ao real, ele destaca a importância do aumento da concorrência.


“Nos eletroletrônicos, a questão do câmbio, além, de segurar preços, promove aumento da concorrência e isso ajuda mesmo os produtos com maior valor agregado, os que têm mais tecnologia, a terem um atrativo a mais em preço”, disse Almeida.




 


 

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