Gazeta Mercantil Editoria: Finanças Página: B-1
A dívida pública aumentou R$ 22,8 bilhões em novembro, para R$ 1,330 trilhão, uma alta de 1,75% em relação a outubro. De acordo com o Tesouro Nacional, o aumento ocorreu devido ao pagamento de R$ 15,7 bilhões em juros, oscilação do câmbio e mais emissões de títulos do que resgates. A dívida externa subiu 1,96% em novembro na comparação com outubro, uma alta de R$ 61 bilhões. O valor passou de R$ 108,11 bilhões para R$ 110,23 bilhões.
Gazeta Mercantil Editoria: Finanças Página: B-1
A dívida pública aumentou R$ 22,8 bilhões em novembro, para R$ 1,330 trilhão, uma alta de 1,75% em relação a outubro. De acordo com o Tesouro Nacional, o aumento ocorreu devido ao pagamento de R$ 15,7 bilhões em juros, oscilação do câmbio e mais emissões de títulos do que resgates. A dívida externa subiu 1,96% em novembro na comparação com outubro, uma alta de R$ 61 bilhões. O valor passou de R$ 108,11 bilhões para R$ 110,23 bilhões. Segundo o Tesouro, o motivo foi a desvalorização do real frente às demais moedas que compõem a dívida externa.
A dívida interna subiu 1,73% chegando a R$ 1,219 trilhão. A alta ocorreu por causa da emissão líquida no valor de R$ 8,5 bilhões e da apropriação de juros de R$ 12,2 bilhões.
Títulos pré atingem 36,1%
A composição da dívida também sofreu alterações. A parcela prefixada aumentou de 35,18% em outubro para 36,11% em novembro, devido à emissão líquida de R$ 14,2 bilhões desses títulos. A participação da dívida atrelada a índices de preços caiu de 26,09% para 25,88%. Já os títulos indexados à Selic, pós-fixados, passaram de 35,5% para 34,8%.
O coordenador-adjunto de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, disse que o Tesouro tem mantido a sua estratégia de captação mesmo com a volatilidade do mercado interno, dando continuidade ao processo de aumento da participação dos títulos pré na composição da dívida. Segundo ele, a estratégia de administração da dívida pública não mudou depois da extinção da CPMF. Garrido previu que a dívida mobiliária federal interna deverá terminar o ano menor.
Já o coordenador de planejamento estratégico da dívida pública, Otávio Medeiros, disse que a redução da parcela da dívida interna em títulos a vencer em 12 meses, para um patamar inferior a 30%, é um sinal importante para a melhora do perfil do endividamento público. A queda da parcela da dívida de curto prazo foi de 30,53% para 29,80%