Vice-Presidente da CNC discursa na Câmara dos Deputados

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O Vice-Presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Evaristo dos Santos, discursou em audiência pública, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, em 29/08/2007.

O Vice-Presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Evaristo dos Santos, discursou em audiência pública, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, em 29/08/2007. Leia a íntegra do discurso.


A Confederação Nacional do Comércio – CNC, entidade sindical de grau máximo e que representa as empresas do comércio de bens, serviços e turismo, congrega 34 Federações Estaduais e Nacionais, além de ter filiado em sua base cerca de 878 sindicatos.


Através dos braços do Serviço Social do Comércio – SESC e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, a Confederação Nacional do Comércio atua em todos os Estados brasileiros, representada por 2 (dois) Departamentos Nacionais, 54 (cinqüenta e quatro) Departamentos Regionais e 851 Unidades Operacionais, promovendo a educação profissional e melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores do setor terciário e da sociedade em geral.


Os números falam por si só: nesses 60 (sessenta) anos de existência o SENAC profissionalizou cerca de 45 milhões de trabalhadores, sendo relevante destacar que somente no último ano foram profissionalizados 2,2 milhões de trabalhadores. Já o SESC atendeu, somente no ano de 2006, perto de 5 milhões de pessoas, gerando 655 milhões de atendimento em todo o Brasil.


Recentemente, a CNC elaborou um Plano Estratégico para aprimorar suas atividades voltadas para o comércio de bens, serviços e turismo, onde ficou delineada sua missão: “assegurar às empresas do setor terciário as melhores condições para gerar resultados positivos e desenvolver a sociedade”.


E é a partir dessa assertiva que a CNC pretende dar continuidade ao desenvolvimento do País, através do estímulo ao empreendedorismo, assegurando às empresas do comércio de bens, serviços e turismo as condições necessárias para alcançarem resultados de excelência, com sustentabilidade e crescimento, além de fomentar a geração de novos empregos formais.


Diante disso, a CNC tem a certeza que estimulará o crescimento da economia, contribuindo com toda a sociedade brasileira, inclusive com o aumento da arrecadação tributária, além de realizar significativos investimentos em ações socialmente responsáveis.


A CNC, no vigor de seus 60 anos, ainda tem muitos objetivos. Dentre vários, podemos destacar a criação – em um passado não muito distante – das Câmaras do Comércio, hoje denominadas de Câmaras Brasileiras do Comércio, que têm por finalidade estruturar grupos de trabalho especializados em segmentos do comércio de bens, serviços e turismo, formadas por integrantes do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio – SICOMERCIO, empresas e entidades civis afins. As Câmaras são fóruns para a proposição de estudos e ações em prol de todo o comércio de bens, serviços e turismo e são coordenadas por empresários ligados a CNC e aos respectivos segmentos.


Atualmente a CNC tem 7 Câmaras constituídas e em plena atividade. São elas:


Câmara Brasileira de Corretores de Seguros – CBCS


Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI)


Câmara Brasileira do Comércio de Serviços de Telecomunicações – CBCSTEL


Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação – CBTI


Câmara Brasileira de Materiais de Construção – CBMC


Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos – BCFARMA


Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis – CBST


Câmara Brasileira de Turismo – CBTUR




A representatividade da CNC pode ser traduzida em números. Vejamos:


No Brasil, o setor terciário vem ganhando representatividade e nos últimos quinze anos tem crescido acima da taxa média de geração do Produto Interno Bruto (+3,17% contra +2,75%, respectivamente), segundo dados das contas nacionais divulgados pelo IBGE. Atualmente o setor de serviços responde por 55,1% do PIB brasileiro e, dentre as atividades que o compõem, se destaca individualmente o comércio (8,9% do PIB).




PARTICIPAÇÃO DOS COMPONENTES DO PIB SOB AS ÓTICAS DA PRODUÇÃO EM 2006


Setores 2006

Agropecuária 4,4%

Indústria – total 26,6%

Extrativa mineral 2,5%

Transformação 15,8%

Construção civil 4,7%

Prod. Distrib. De eletricidade, gás e água 3,5%

Serviços – total 55,1%

Comércio 8,9%

Transporte, armazenagem e correio 4,4%

Serviços de informação 3,6%

Intermediação financeira, seguros 6,1%

Outros serviços 11,8%

Atividades imobiliárias e aluguel 7,6%

Administração, saúde e educação 12,7%

Valor adicionado a preços básicos 86,1%

Impostos líquidos sobre produtos 13,9%

PIB a preços de mercado 100%


No entanto, não menos relevante que a geração de produto é a representatividade do setor terciário na absorção de mão-de-obra. Segundo a última versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2005), do total de trabalhadores ocupados naquele ano (87,1 milhões de pessoas), 17,8% (15,5 milhões) encontravam-se nos setores de comercialização de bens e 46,8% no de serviços (40,8 milhões), sendo que, seguramente, cerca de 7 milhões encontram-se empregados em setores de serviços ligados a CNC. Tudo isso totaliza, aproximadamente, 23 milhões de trabalhadores no segmento do comércio de bens e serviços da CNC.


Assim, estes trabalhadores produzem para o segmento do comércio de bens, serviços e turismo impressionantes R$ 84 bilhões de reais do PIB total, que monta, aproximadamente, R$ 948 bilhões de reais.


Esse montante representa, aproximadamente, no segmento do comércio de bens, serviços e turismo o percentual de 19% do PIB brasileiro, sendo dividido em 10,5% (serviços) e 8,9% (comércio de bens).


Embora ainda não seja possível retratar o comportamento do setor terciário a partir de 2006 à luz destas mesmas variáveis, a elevação do nível de atividade nos últimos meses permite projetar a continuidade de um quadro favorável também para o restante do ano através, por exemplo, da forte relação entre o consumo das famílias e as vendas no varejo.


CNC, 29 de agosto de 2007.

 




 

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