Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
O comércio varejista bateu novo recorde de vendas em novembro. A expansão de 9,9% ante igual mês de 2006 representou a maior variação para um mês de novembro desde 2001, quando teve início a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, o varejo acumulou em 11 meses crescimento de 9,7%, também o melhor resultado em sete anos. Na comparação com outubro, houve aumento de 1,6%.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
O comércio varejista bateu novo recorde de vendas em novembro. A expansão de 9,9% ante igual mês de 2006 representou a maior variação para um mês de novembro desde 2001, quando teve início a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, o varejo acumulou em 11 meses crescimento de 9,7%, também o melhor resultado em sete anos. Na comparação com outubro, houve aumento de 1,6%.
O técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Nilo Lopes, disse que o “extraordinário” aumento das vendas do varejo no acumulado de janeiro a novembro do ano passado responde especialmente às boas condições de crédito, sobretudo ao alongamento de prazos de financiamento. Segundo Lopes, os longos prazos de pagamento, com prestações que cabem no bolso do consumidor, além do aumento da renda, levaram a uma incorporação das classes C e D ao consumo de bens duráveis como eletrodomésticos nos últimos anos.
Lopes observou que os segmentos com maior crescimento em 2007, de janeiro a novembro, sofrem diretamente o efeito do crédito. São eles equipamentos de informática (27,9%); veículos, motos, partes e peças (23,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico – que incluem brinquedos, ótica, lojas de departamento – (22,4%), e móveis e eletrodomésticos (15,5%).
O técnico do IBGE avalia que, depois do crédito, as importações foram o principal fator a gerar impacto positivo nas vendas do setor, já que possibilitaram aumento da concorrência e queda de preços, estimulando o consumo. Outro fator importante citado por Lopes é o bom desempenho do mercado de trabalho, que sinaliza para manutenção do emprego, gerando confiança dos consumidores para contratação de financiamentos.
Impulso
“Esses resultados devem ser considerados como excepcionais e sinalizam um novo impulso para o comércio varejista no final de 2007”, afirma o consultor estratégico do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Emerson Kapaz. Ele acredita que o aumento total das vendas no ano passado – os resultados de dezembro serão apresentados em fevereiro – poderá chegar a 10%, desbancando o ano de 2004, recorde anterior da série (9,3%).
Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria, também projeta expansão do varejo em torno de 10% em 2007 e acredita que as vendas vão continuar elevadas neste início de 2008. Segundo ele, as encomendas à indústria prosseguem e a demanda dos consumidores não mostra sinais de arrefecimento. “Alguns fabricantes de eletroeletrônicos e eletrodomésticos cancelaram as férias coletivas no final do ano para dar conta de atender aos pedidos das empresas varejistas”, disse.
Para Nilo Lopes,do IBGE, especificamente em novembro, o crescimento ante outubro pode ter refletido uma antecipação das compras de Natal e, por isso, o resultado de dezembro é uma “incógnita”, o que torna difícil garantir que o crescimento das vendas do varejo em 2007 representará recorde anual na série histórica da pesquisa.
De qualquer modo, Lopes afirmou que já é possível concluir que o crescimento de 2007 já pode ser considerado mais forte, em termos qualitativos, do que o ocorrido em 2004, porque naquele ano a expansão ocorreu em cima de uma base muito deprimida (-3,7% em 2003 ante 2002), enquanto o ano passado mostrou aumento nas vendas em cima de uma base de comparação elevada de 2006 (6,2%).
São Paulo
As vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo cresceram 14,1% em novembro ante igual mês do ano anterior, bem acima da média nacional (9,9%). Todas as atividades do varejo paulista apresentaram ótimo desempenho em novembro ante igual mês de 2006, com destaque para combustíveis e lubrificantes (8,5%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,5%); tecidos e vestuário (17,2%); móveis e eletrodomésticos (20,7%); artigos de informática e comunicação (54,7%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,0%). No acumulado de janeiro a novembro as vendas em São Paulo cresceram 12,3%.