Vendas industriais seguem firmes e crescem 5,1% em 2007

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Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


A previsão dos economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o Produto Interno Bruto (PIB) terá um aumento de 5% em 2008. O que, se confirmado, mostrará uma leve desaceleração no crescimento econômico em relação ao ano passado, quando a economia cresceu 5,3%.

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A previsão dos economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o Produto Interno Bruto (PIB) terá um aumento de 5% em 2008. O que, se confirmado, mostrará uma leve desaceleração no crescimento econômico em relação ao ano passado, quando a economia cresceu 5,3%.


A causa da redução do ritmo do crescimento apontada pelo economista da CNI, Paulo Mol, é o aumento das incertezas neste ano, sobretudo em relação ao cenário internacional, com uma provável desaceleração da economia norte-americana que deve ter impacto sobre países emergentes, como o Brasil e a pausa na redução dos juros que pode afetar a expansão do crédito.


Segundo o economista, a CNI projeta, para este ano, um cenário parecido com o do ano passado. “A exceção é a expansão dos juros e a crise norte-americana”.


Apesar de ver algumas nuvens no horizonte, “possivelmente para o segundo semestre”, o economista da CNI não prevê que projetos industriais possam ser paralisados. “O que percebemos é que os investimentos no aumento da capacidade de produção continuam forte”, observa Mol.


Em 2007, as vendas da indústria cresceram 5,1%, na comparação com 2006, um ano que já tinha apresentado um bom desempenho. A previsão da CNI é que a alta nas vendas deve continuar neste começo de ano, por causa da demanda interna aquecida, sustentada pelo crédito. Um dos fatores que respalda essa estimativa, segundo o economista, é que a indústria diminuiu a ociosidade dos parques fabris, ao mesmo tempo que aumentou o número de pessoal empregado em 3,8% em 2007, enquanto as remunerações pagas subiram 4% no período.


Também houve aumento das horas trabalhadas na produção que cresceram 4% em 2007, principalmente no segmento de Alimentos e Bebidas, responsáveis por 40% desse total. Mas o mesmo não ocorreu com o aumento real dos salários que teve uma alta de apenas 1%.


Outro índice comemorado pelos economistas, é que a ocupação na indústria, medida pela Utilização da Capacidade Instalada (UCI), atingiu seu nível mais alto em novembro de 2007, com aumento de 1,5 ponto percentual sobre o mesmo mês de 2006, atingindo a 84,3%. Quem está puxando essa alta é o setor automotivo que respondeu por 40% do crescimento da UCI no ano passado e deve continuar sendo o motor da expansão do parque industrial neste ano. Mol espera que a produção de aço, por exemplo, dobre até 2012, por causa dos investimentos que estão sendo feitos no setor.


De acordo com Renato da Fonseca, também economista da CNI, a indústria continua comprando máquinas e equipamentos para aumentar a produção, “mostrando que esse primeiro semestre, repete o que aconteceu no começo do ano passado, quando houve aumento de investimentos” compara ele.

  




 


 

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