O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-12
As vendas varejistas pela internet cresceram 43% no ano passado, chegando a R$ 6,3 bilhões no País. Somente no Natal, foram vendidos R$ 1,081 bilhão. Para o primeiro semestre deste ano, a expectativa é aumentar 45%. “O comércio eletrônico responde por cerca de 3% do varejo total no Brasil”, afirmou Pedro Guasti, diretor-geral da E-Bit, empresa responsável pela pesquisa.
O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-12
As vendas varejistas pela internet cresceram 43% no ano passado, chegando a R$ 6,3 bilhões no País. Somente no Natal, foram vendidos R$ 1,081 bilhão. Para o primeiro semestre deste ano, a expectativa é aumentar 45%. “O comércio eletrônico responde por cerca de 3% do varejo total no Brasil”, afirmou Pedro Guasti, diretor-geral da E-Bit, empresa responsável pela pesquisa. “Nos Estados Unidos, que já tinham uma tradição de venda por catálogo, essa participação está em 6%.”
Informações complementares
Segundo a E-Bit, 9,5 milhões de brasileiros compram pela internet, num total de 40 milhões de internautas. “Existe uma parte do público que ainda tem uma sensação de insegurança ao comprar pela internet”, apontou Guasti, para quem a tendência é de que a situação mude. “Está havendo a entrada na internet de uma grande massa, com menos renda, para quem pesquisar preços e comprar pela rede pode fazer diferença no orçamento familiar.”
Cerca de 43% dos consumidores virtuais têm renda até R$ 3 mil. “A participação desse público tem crescido, em média, dois pontos porcentuais por ano”, disse o diretor-geral da E-Bit. A internet brasileira tem recebido impulso do aumento das vendas de computadores. No ano passado, foram vendidos 10,7 milhões de PCs no País, mais do que o número de televisores.
A E-Bit não tem ainda uma projeção fechada para o faturamento do varejo online para este ano. “Ele deve ficar entre R$ 8,7 bilhões e R$ 9 bilhões, se o crescimento se mantiver no mesmo ritmo”, afirmou Guasti. Até o fim deste trimestre, o total de consumidores virtuais deve chegar a 10,5 milhões. O valor médio de cada compra deve passar de R$ 302, no fim de 2007, para R$ 305.
O comércio virtual é bastante concentrado. A E-Bit tem 2,5 mil lojas cadastradas, mas apenas 20 delas concentram 70% do faturamento. “Na nossa métrica, entram lojas formais, que têm CNPJ, e com o processo totalmente automatizado”, explicou o executivo. Lojas em que o final da negociação tem de ser feito por correio eletrônico, por exemplo, não entram.
A categoria de livros, revistas e jornais ficou com 17% das vendas, a maior fatia do comércio virtual. Em segundo lugar, ficaram os produtos de informática (12%), seguidos dos eletrônicos (9%), de produtos de saúde e beleza (8%) e dos telefones celulares (7%).
Segundo a E-Bit, a internet é uma ferramenta importante para o varejo, mesmo quando as compras não são fechadas na rede. “Fizemos uma pesquisa que mostrou que cerca de 30% das pessoas pesquisaram na internet antes de comprar em lojas físicas”, afirmou Guasti. O inverso também acontece. “Quarenta por cento dos consumidores virtuais visitaram lojas físicas, para conhecer o produto pessoalmente, antes de comprarem pela internet.”