Vendas do Dia das Mães devem crescer até 8%

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O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-5


As promoções, o crediário e a queda de temperatura movimentaram o comércio no fim de semana e a procura por presentes para o Dia das Mães. Em todo o País, as vendas cresceram 4,8% entre 2 e 4 de maio em relação a igual período em 2007, segundo o indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio.


Somente em São Paulo as consultas ao SCPCCheque, termômetro das vendas à vista, aumentaram 14,6% no fim de semana, na comparação com o mesmo fim de semana de 2007.

O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-5


As promoções, o crediário e a queda de temperatura movimentaram o comércio no fim de semana e a procura por presentes para o Dia das Mães. Em todo o País, as vendas cresceram 4,8% entre 2 e 4 de maio em relação a igual período em 2007, segundo o indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio.


Somente em São Paulo as consultas ao SCPCCheque, termômetro das vendas à vista, aumentaram 14,6% no fim de semana, na comparação com o mesmo fim de semana de 2007. Já o indicador das vendas a crédito, o SCPC, apontou alta de 3% em relação ao ano anterior.


O crescimento das vendas à vista, geralmente de menor valor, é explicado principalmente pelo frio e pelo aumento da procura de roupas e acessórios, que também são presentes tradicionais para as mães. Mas a grande expectativa dos empresários é com a venda de eletroeletrônicos e produtos de informática.


Na avaliação da Associação Comercial de São Paulo, nos próximos dias, com a oferta de crédito e as promoções, a procura de produtos como televisores, geladeiras, DVDs e computadores deve aumentar. A expectativa do comércio com o Dia das Mães é de crescimento de 7% a 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os shoppings, que estiveram cheios no feriado prolongado, são mais otimistas. “Por enquanto muitos consumidores estão pesquisando preços e outros aguardando receber o salário nos próximos dias. Mas pelo movimento e pela abertura de novos shoppings devemos ter um crescimento de 8% a 10% acima de 2007”, diz o presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. O aumento recente dos juros e da inflação, com a alta dos alimentos, não deve ainda ter reflexo nas vendas, na avaliação da Associação Comercial de São Paulo e da Alshop.


Celulares, televisores de LCD e de plasma, câmaras digitais, computadores e eletroportáteis de uso pessoal, como secadores, estão na lista dos produtos que devem ser mais vendidos para o Dia das Mães, na avaliação do supervisor-geral das Lojas Cem, Valdemir Colleone. Para atrair o consumidor, a rede está com um plano de pagamento de quatro vezes sem juros e descontos de 5% a 7% em cerca de 250 itens. A expectativa de crescimento da Cem é de 15% em relação a igual período do ano passado.


Na Rede Extra de hipermercados, os descontos em várias categorias de produtos chegam a 50%. O grande foco de vendas para a data são as áreas de moda, incluindo cama, mesa e banho, e os produtos eletroeletrônicos e de informática. Para os laptops, a expectativa é de um crescimento de três dígitos. A estimativa é de aumento de 35% nas vendas, na comparação com igual período em 2007.


O concorrente Carrefour também aposta nos eletroeletrônicos e em crescimento em torno de 30%. A rede informa que em negociações com fornecedores reduziu preços de vários itens, como de lavadoras. Até mesmo a indústria – como a Samsung, que fez promoção em seu site – está investindo na disputa pelo consumidor.


A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) espera um aumento nas vendas de 8% e 10% em relação a maio de 2007. A indústria está reforçando o foco nos produtos fabricados no País, e com índice de nacionalização alto, para contornar os problemas da falta de componentes e de produtos importados ocorridos por causa da greve dos auditores fiscais.


O Dia das Mães é a segunda melhor data para o varejo depois do Natal. O levantamento de perspectiva empresarial apurado pela Serasa e divulgado na semana passada apontou que 54% dos empresários esperam aumento do faturamento ante 2007, e 56% acreditam na expansão das vendas, na mesma base de comparação.

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