Varejo: vendas têm a maior alta desde 2001

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Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2


O volume de vendas do comércio varejista nacional aumentou 9,6% no ano passado, em comparação a 2006, maior alta do setor desde 2001, segundo o Indicador Serasa de Atividade do Comércio. As vendas das lojas especializadas (como de eletroeletrônicos, veículos, materiais de construção) cresceram 12,3% em 2007, puxando o volume total de vendas.


Para os técnicos da Serasa, o desempenho do comércio no ano passado foi resultado da expansão do crédito e pelo estabelecimento de prazos mais longos para pagamento.

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O volume de vendas do comércio varejista nacional aumentou 9,6% no ano passado, em comparação a 2006, maior alta do setor desde 2001, segundo o Indicador Serasa de Atividade do Comércio. As vendas das lojas especializadas (como de eletroeletrônicos, veículos, materiais de construção) cresceram 12,3% em 2007, puxando o volume total de vendas.


Para os técnicos da Serasa, o desempenho do comércio no ano passado foi resultado da expansão do crédito e pelo estabelecimento de prazos mais longos para pagamento. “Isto pode ser comprovado pelo desempenho do varejo especializado, que é caracterizado por produtos de maior valor agregado e, portanto, dependente de financiamento”, informou a Serasa.


As vendas recordes de automóveis foram outro destaque do ano, associadas às facilidades de crédito oferecidas pelo segmento, em juros e prazos alongados. A evolução do crédito para o consumidor, no ano passado, deve encerrar próximo aos 33%, segundo avaliação do Indicador Serasa da Atividade do Comércio.


Já as vendas dos hipermercados, supermercados e do varejo de alimentos e bebidas (como mercearias, açougues, quitandas, distribuidoras de bebidas) subiram 6,6% no período. Segundo a Serasa, o resultado não foi melhor no ano passado porque a inflação de vários produtos básicos acabou prejudicando as vendas.


Renda


Do lado do trabalhador, o aumento da massa salarial e do emprego formal (com carteira assinada) e a inadimplência praticamente estabilizada foram determinantes para o crescimento do crédito e do comércio. Aliados a esses aspectos estão o real valorizado, que estimulou a demanda por importados, inclusive no comércio de alimentos, e a queda das taxas de juros.


Na comparação entre dezembro de 2007 e dezembro de 2006, as vendas do varejo tiveram alta de 8,6%. O volume de vendas dos hipermercados, supermercados e do varejo de alimentos e bebidas aumentou 5,2%, ao passo que o varejo especializado registrou elevação de 12,1% no seu volume de vendas no período.


O Indicador Serasa de Atividade do Comércio analisa os eventos ocorridos em todo o Brasil, que refletem o comportamento da evolução do volume de vendas do comércio varejista. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera uma amostra de 6 mil empresas das mais representativas do varejo em todo o país.


 




 


 




 

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