Varejo deve fechar 2010 com crescimento recorde de 10,4% nas vendas

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O comércio varejista brasileiro deve encerrar o ano de 2010 com um volume de vendas de 10,4% – crescimento que, se confirmado, seria recorde e representaria o melhor ano para o varejo desde 2007, quando as vendas tiveram alta de 9,7%.

O comércio varejista brasileiro deve encerrar o ano de 2010 com um volume de vendas de 10,4% – crescimento que, se confirmado, seria recorde e representaria o melhor ano para o varejo desde 2007, quando as vendas tiveram alta de 9,7%. A previsão é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e foi feita com base na análise do resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada hoje, 11 de agosto, pelo IBGE.


“O principal condicionante de impacto sobre as vendas foram os preços no varejo, uma vez que os dados do mercado de trabalho e de crédito em junho vieram fracos: a massa de rendimentos cresceu apenas 0,5% e o crédito ao consumidor, com ajuste sazonal, 0,3%”, afirma Fábio Bentes, da Divisão Econômica da CNC.


Segundo o IBGE, em junho, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 1,0% na comparação com o mês anterior, considerado o ajuste sazonal, e foi bem superior à alta de 0,3% esperada pelo mercado. O avanço significa o segundo mês consecutivo de crescimento no volume de vendas, após a forte queda de 3,1% registrada no mês de abril.


Na média, os preços do varejo registraram deflação (-0,6%) e os itens que mais contribuíram para o aumento das vendas foram aqueles cujos preços seguiram esta tendência de queda: informática e material para escritório (alta de 5,4% e queda de 0,1% nos preços); itens de uso pessoal e doméstico (aumento de 5,2% nas vendas e queda de 0,2% nos preços); e hiper e supermercados (expansão de 1,5% nas vendas e baixa de 1,0% nos preços). Em movimento contrário, a alta de 0,3% nos preços de materiais de construção levou a uma queda de 3,1% nas vendas deste ramo.


Na comparação com junho do ano passado, os bens duráveis seguem em destaque, com alta média de 15,5%, seguidos por não duráveis (+9,8%) e semiduráveis (+4,3%). Os ramos que mais contribuíram para o aumento de 11,3% ante junho de 2009 foram os de hiper e supermercados (+11,9%) e de móveis e eletrodomésticos (+1,5%). O comércio ampliado se manteve estável frente maio e acusou crescimento de 3,4% em relação a junho de 2009. Regionalmente, o varejo vem sendo impulsionado pelas regiões Norte (16,8%) e Nordeste (+12,7%).

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