O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-7
O faturamento real do comércio varejista em janeiro foi 6,3% superior
ao obtido no mesmo mês de 2007. De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) apurada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), com esse resultado o varejo da região metropolitana de São Paulo completa um ciclo de 22 meses de crescimento no faturamento real.
O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-7
O faturamento real do comércio varejista em janeiro foi 6,3% superior
ao obtido no mesmo mês de 2007. De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) apurada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), com esse resultado o varejo da região metropolitana de São Paulo completa um ciclo de 22 meses de crescimento no faturamento real. O destaque em janeiro foi o desempenho das lojas de eletroeletrônicos, vestuário e materiais de construção.
O segmento de eletrodomésticos e eletrônicos apresentou a maior elevação das vendas, com avanço de 24,5% em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o estudo, o resultado foi influciado pela maior oferta de crédito e pelo otimismo do consumidor.
Já o faturamento de lojas de vestuário, tecidos e calçados aumentou 22,3% na mesma base de comparação. “Liquidações para a queima de estoques e as promoções, que incluem pagamento em parcelas e outras facilidades, foram as estratégias utilizadas pelo segmento para contornar o maior comprometimento da renda do consumidor com impostos, férias e despesas escolares, e conquistar o resultado positivo”, analisa a Fecomércio. Outro fator que favoreceu o bom desempenho das vendas do setor é a valorização do real em relação ao dólar, que proporcionou a entrada de produtos importados e levou o setor a apresentar queda real nos preços praticados.
A atividade do setor de material de construção continua com o bom desempenho verificado ao longo do ano passado, avalia o estudo. As lojas do segmento apresentaram em janeiro um crescimento de 21,4% na comparação anual. A Fecomércio acredita que as vendas foram aquecidas pela disponibilidade de crédito para habitação, melhoria do rendimento médio real dos trabalhadores e aquecimento do mercado imobiliário.
Na mesma base de comparação, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista da Fecomercio apurou também avanço nos setores de móveis de decoração (8,7%), concessionárias de veículos (7,5%), farmácias e perfumarias (3,1%) e supermercados (2,7%).
Desempenho Negativo
O faturamento de lojas de departamentos teve queda de 12,2% em janeiro ante o mesmo mês do ano passado. Já o segmento de autopeças e acessórios apresentou o pior desempenho da PCCV, com queda de 24,7%. De acordo com a Fecomércio, o comportamento decorreu da oferta de produtos importados, sobretudo chineses, fator que provoca quedas sensíveis nos preços médios em razão dos custos menores e da valorização do real.