Turistas aquecem comércio

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Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


Os empresários da Zona Sul do Rio confiam no bom faturamento do mês de janeiro que, segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, superará em 2,3% o obtido em igual período do ano passado. A alta é atribuída ao grande volume de turistas estrangeiros na cidade, atrelado ao maior poder de compra dos turistas nacionais que visitam o Rio. Esse poder de compra, na avaliação de economistas, é estimulado pelas melhores condições de crédito, menores juros e maior acesso ao emprego e renda.

Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


Os empresários da Zona Sul do Rio confiam no bom faturamento do mês de janeiro que, segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, superará em 2,3% o obtido em igual período do ano passado. A alta é atribuída ao grande volume de turistas estrangeiros na cidade, atrelado ao maior poder de compra dos turistas nacionais que visitam o Rio. Esse poder de compra, na avaliação de economistas, é estimulado pelas melhores condições de crédito, menores juros e maior acesso ao emprego e renda.


A estimativa é que os visitantes gastem 11,8% a mais este ano no comércio da região. A pesquisa foi realizada com 469 empresários ou gerentes de estabelecimentos de diversos setores comerciais na Zona Sul carioca no último dia 10.


O levantamento revelou ainda que os turistas possam gastar neste mês, nos estabelecimentos comerciais da zona sul ouvidos pela pesquisa, em média R$ 160,00 enquanto cada morador da cidade gastará R$136,20. O valor gasto pelos turistas é maior do que o registrado no ano passado (R$ 143,1), porém inferior aos apurados em 2005 (R$ 165,1) e 2006 (R$ 165,3). A diferença entre o que os turistas e os moradores vão gastar nos estabelecimentos é a menor da série histórica iniciada em 2005. Além disso, pela primeira vez o turista nacional vai estimular o comércio da região tanto quanto o estrangeiro


“Os números de 2005 e 2006 foram bons por conta da valorização do dólar frente ao real. Com a desvalorização da moeda americana, em 2007 registrou-se queda dos gastos médios do turista. Mesmo com a baixa cotação do dólar em 2008, o número voltou a subir por que o turista brasileiro, que vive hoje em melhores condições de consumo, puxou o registro de gastos para cima”, analisou o economista da Fecomércio-RJ Cristian Travassos.


Segundo ele, a desvalorização do dólar também não será significativamente sentida pelos empresários por que os produtos consumidos pelos turistas são geralmente nacionais.


A variação dos gastos do morador da cidade ou “não turista”nos estabelecimentos ouvidos pela pesquisa, de um ano para outro, também foi registrada no levantamento. Em 2006 o número era – 5,2%, em 2007, -22,4% e em 2008 a variação atingiu o numero recorde de 63,1%. “Essa variação dos gastos é atribuída ao bom momento econômico do país. As melhores condições de renda e empregos atreladas ao maior acesso ao crédito estimulam esse boom no consumo”, disse Travassos.


Além disso, a baixa do dólar possibilita pacotes turísticos mais baratos favorecendo assim o turista nacional. De acordo com a pesquisa, em 2007 35% dos turistas que freqüentaram os locais ouvidos no levantamento eram brasileiros. Neste ano o número passou a ser de 51,9%. Por conta do câmbio os turistas estrangeiros diminuíram frente a janeiro do ano passado. Em 2007 o número registrado era de 64,2% e nesse ano, 48,1%.


Dentre os estabelecimentos da região, 52,5% são bastante freqüentados por turistas, 42% pouco freqüentados e 5,5% raramente atendem algum não morador da cidade. Além disso, dentre os estabelecimentos que costumam receber consumidores de fora, os turistas são responsáveis por 29,6% do faturamento, em janeiro.


Melhoria


Os empresários estão buscando, cada vez mais, melhorar os serviços e capacitar o atendimento, segundo dados da pesquisa. Entre os estabelecimentos que têm uma freqüência intensa de turistas internacionais, 85% afirmaram estarem preparados para receber os estrangeiros. O caminho apontado para chegar a excelência no atendimento ao turista internacional é ter funcionários com fluência em língua estrangeira, aceitar todos os cartões de crédito (nacionais e internacionais), possuir cartazes informativos em outras línguas e possuir produtos e serviços direcionados a esse turista.


 


 

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