Turbulência piora expectativas do mercado

Compartilhe:

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


Na semana da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2008, uma pesquisa feita pelo Banco Central, na semana anterior, mostrou que mais analistas do mercado apostam em alta da taxa básica de juros, a Selic, ao longo do ano.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


Na semana da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2008, uma pesquisa feita pelo Banco Central, na semana anterior, mostrou que mais analistas do mercado apostam em alta da taxa básica de juros, a Selic, ao longo do ano. O boletim divulgado ontem pelo BC apontou que, na média, as instituições financeiras esperam manutenção dos juros em 11,25% ao ano, o que indica que diminuiu o número dos que acreditam em corte da Selic nos próximos meses.


A média das expectativas na pesquisa divulgada na semana passada para a taxa de juros estava em 11,13% ao ano. Já a expectativa para a inflação medida pelo IPCA aumentou de 4,29% para 4,37% entre as duas pesquisas feitas pelo BC. Embora ainda esteja abaixo do centro da meta de inflação, este é mais um motivo que poderia levar o Banco Central a subir os juros ao longo do ano.


Um dos fatores que o Copom (Comitê de Política Monetária, integrado pelos diretores do BC) levam em conta no momento de definir a taxa de juros é a expectativa do mercado financeiro para o cenário da economia nos meses seguintes. Uma projeção de aumento da inflação pode gerar alta efetiva dos preços, uma vez que os empresários tentam antecipar uma futura elevação de custos.


Os analistas de mercado ouvidos pelo BC elevaram suas projeções para todos os índices de inflação. A expectativa para o IGP-DI do ano subiu de 4,50% para 4,75% e para o IPC-Fipe de 4,01% para 4,07%.


O economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, não se surpreende com a piora das expectativas entre os analistas consultados pelo BC. Ele diz que os ajustes nas projeções até demoraram para aparecer no relatório. Mas o especialista afirma que este é um sinal de que os juros podem subir já no primeiro semestre.


Mais otimista, Alexsandro Agostini Barbosa, economista da consultoria Austing Rating, acredita que os juros só começarão a subir se a projeção de inflação ultrapassar o centro da meta de 4,5%.


Se as estimativas dos analistas se confirmarem, nem a inflação, nem os juros irão frear a trajetória de crescimento, principalmente da indústria. A expectativa para o aumento da produção deste ano subiu de 4,8% para 5%.




 


 

Leia mais

Rolar para cima