Transformações na economia chinesa abrem oportunidades para o Brasil

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A economia chinesa deverá passar por transformações expressivas e isto resultará em novos desafios e oportunidades para o Brasil, enfatizou o embaixador brasileiro no país asiático, Clodoaldo Hugueney, em palestra realizada nesta quinta-feira (8) na reunião conjunta da Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Técnico da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), na sede da CNC, no Rio de Janeiro.

A economia chinesa deverá passar por transformações expressivas e isto resultará em novos desafios e oportunidades para o Brasil, enfatizou o embaixador brasileiro no país asiático, Clodoaldo Hugueney, em palestra realizada nesta quinta-feira (8) na reunião conjunta da Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Técnico da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), na sede da CNC, no Rio de Janeiro.

De acordo com o embaixador brasileiro, está em curso uma mudança no modelo de investimento chinês, que dirigirá o foco da área de infraestrutura para a de consumo. “As transformações envolvem também uma mudança no perfil industrial e produtivo do país, privilegiando empresas de tecnologia avançada e investimentos em pesquisas, rumo a uma economia verde”, disse o diplomata.

Além do espaço para intercâmbios no campo da pesquisa e da inovação, um dos segmentos que deverão abrir mais oportunidades é o de serviços, principalmente no setor bancário e de serviços financeiros. “A mudança no sistema bancário chinês vai ter que ser feita e isto pode ser aproveitado pelos bancos brasileiros”, exemplificou Clodoaldo Hugueney.

O embaixador destacou a grande complementaridade que existe entre as economias brasileira e chinesa, ressaltando também a importância crescente do gigante asiático para o mundo e para o Brasil. “Esta complementaridade entre as duas economias pode ser desenvolvida também na área industrial, com a integração das cadeias produtivas das empresas”, disse o diplomata brasileiro, lembrando que existe um esforço do governo brasileiro para aumentar a qualidade do intercâmbio comercial entre os países, sem abrir mão dos ganhos recíprocos atuais. Uma das principais questões diz respeito às exportações chinesas de produtos de baixo custo que inundam mercados como o do Brasil e precisam ser monitorados para evitar distorções nos mercados internos.

A participação dos chineses na modernização da infraestrutura brasileira foi outro exemplo citado como uma tendência que pode ser aproveitada pelos empresários. “Antes se reclamava que a China investia pouco no Brasil. Agora, alguns até reclamam que a China está investindo demais”, disse o embaixador, em alusão ao fato de que os chineses são, hoje, um dos principais investidores no Brasil.

O presidente da AEB, Benedicto Fonseca Moreira, ao cumprimentar o embaixador Hugueney, disse que o Brasil precisa “arrumar a casa” para poder ser competitivo e melhorar o sistema exportador. “O empresário exportador brasileiro enfrenta uma burocracia interna dantesca e um sistema tributário perverso e anômalo, além de portos precários. É preciso que as autoridades brasileiras estejam atentas a isto”.

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