Temer vai propor a líderes votação do orçamento impositivo

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O presidente da Câmara, Michel Temer, vai propor aos líderes partidários a inclusão na pauta de projetos que criam o chamado “orçamento impositivo” (Projeto de Lei Complementar 30/03) e que regulam o direito de greve no serviço público. “Quero verificar se consigo trazer para o Plenário. São temas importantíssimos para a Câmara dos Deputados: o direito de greve e orçamento impositivo.

O presidente da Câmara, Michel Temer, vai propor aos líderes partidários a inclusão na pauta de projetos que criam o chamado “orçamento impositivo” (Projeto de Lei Complementar 30/03) e que regulam o direito de greve no serviço público. “Quero verificar se consigo trazer para o Plenário. São temas importantíssimos para a Câmara dos Deputados: o direito de greve e orçamento impositivo. Vou discutir com os líderes, naturalmente”.


Michel Temer lembrou que os dois temas regulamentam artigos da Constituição e que existe uma comissão especial da Câmara criada para propor a regulamentação dos diversos dispositivos da Carta Magna.


O grupo caminha para o fim dos trabalhos e o coordenador, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), quer que os integrantes apresentem o maior número possível de proposições. Por isso, ele encaminhou aos integrantes da comissão um pedido para que todos apresentem seus relatórios sobre artigos constitucionais pendentes de regulamentação.


Tensão entre os poderes

Durante os debates, o próprio Regis de Oliveira apresentou projeto de lei complementar (PLP 526/09) que prevê o orçamento impositivo ao regulamentar o artigo 165 da Constituição. Entre outros pontos, o texto limita o período em que o governo pode bloquear recursos do orçamento aprovado no Congresso, sempre que houver receita. O deputado diz que isso eliminaria uma tensão entre os poderes Executivo e Legislativo.


“O presidente só poderá contingenciar verbas públicas se ele não realizar receita. Por exemplo: no ano passado tivemos a crise mundial, onde houve realmente redução de receita. Agora, se há receitas e tenho as despesas já predestinadas, não tenho como deixar de cumprir rigorosamente o orçamento.”


O deputado acrescenta que há um confronto na Casa junto com o Executivo sobre o não pagamento das emendas parlamentares. “Isso cria uma brutal dependência do Legislativo face ao Executivo”, assinalou. (Agência Câmara)

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