Apesar da desaceleração observada na economia brasileira, para os próximos meses espera-se que os indicadores de emprego continuem favoráveis. A avaliação é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada com base nos dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do IBGE, relativos a julho.
Apesar da desaceleração observada na economia brasileira, para os próximos meses espera-se que os indicadores de emprego continuem favoráveis. A avaliação é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada com base nos dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do IBGE, relativos a julho.
No sétimo mês do ano, a taxa de desemprego das regiões metropolitanas do País alcançou 6%. Em junho, chegou a 6,2% da População Economicamente Ativa (PEA) e, em julho de 2010, a 6,9%. A taxa de desemprego não só recuou, mas como também alcançou o patamar mais baixo para um mês de julho da série histórica iniciada em 2002.
“O fator sazonal relacionado às festas de fim de ano e uma defasagem da resposta do mercado de trabalho aos indicadores de atividade devem manter a taxa de desemprego em patamares baixos, alcançando 5,9% no final de2011”, afirma Marianne Hanson, economista da Confederação.
Contribuiu para os resultados de julho o crescimento da população ocupada (+0,4% em relação a junho 2011 e +2,1% em relação a julho de 2010), em ritmo superior ao crescimento da PEA (+0,2 e +1,1%, no mesmo período de comparação). Entre os setores que influenciaram positivamente para o aumento do emprego destacam-se “Intermediação financeira e imobiliárias, aluguéis e serviços prestados à empresa” (+7,2% ante julho de 2010), “Construção” (+5,5% ante julho de 2010) e “Outros serviços” (+3%).
Os indicadores de renda também apresentaram resultados favoráveis. O rendimento médio, no conceito habitual, alcançou R$ 1.612,90, com crescimento em termos reais de 2,2% em relação a junho de 2011 e 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Com crescimento da renda e do emprego, a massa de rendimentos também apresentou, descontada a inflação, um crescimento real de 6%, embora se desacelerando em relação ao avanço observado junho e maio, de +6,2% e +6,6%, respectivamente.