Sumário Econômico 1484

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Destaque da edição:

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A Conjuntura Econômica de 2016 – A atual recessão econômica teve início, praticamente, em 2014, quando o PIB nacional registrou crescimento quase nulo, 0,5%. A partir daí, a crise aprofundou-se: a atividade econômica caiu -3,8% em 2015 e – 3,6% em 2016, com escassas possibilidades de início de recuperação em 2017. A crise é abrangente e, de um modo geral, atingiu todos os setores, com maior peso sobre a indústria. Em 2014, as atividades industriais recuaram 1,5%; em 2015, 6,3%; e, em 2016, estimava-se queda de 3,8%. O fato negativo mais notável foi a redução acentuada da formação bruta de capital fixo (FBCF), ou seja, os investimentos que vêm registrando quedas sucessivas desde 2012 para chegar a uma retração de 10,2% em 2016. A nosso ver, feito o diagnóstico das crises, não há como fugir de soluções igualmente dramáticas, a começar pela aprovação da Reforma da Previdência Social, como foi sugerido em proposta do presidente Temer ao Congresso Nacional. Isso é válido tanto para a União, como para os Estados e municípios. Essas sugestões podem parecer duras e cruéis, mas é fácil perceber como são indispensáveis. A assunção do governo Temer em maio de 2016, interinamente, e efetiva a partir de agosto mudou as expectativas econômicas, como se pode constatar pelo índice de confiança dos empresários, especialmente na indústria e no comércio. As medidas já adotadas pelo novo governo, com relevante apoio do Congresso Nacional, abrem uma perspectiva de recuperação econômica a partir de 2017. O empresariado do comércio deposita firme confiança no sucesso do governo Temer.

Varejo ampliado cresce pelo 4º mês seguido – Com avanço de 1,4% em fevereiro, setor acumula variação de +4,9% a partir de novembro de 2016 – fato inédito desde novembro de 2014. CNC revê projeção de 2017 de +1,2% para +1,5%. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (12/04) pelo IBGE, em fevereiro, o volume de vendas dos dez segmentos que integram o comércio varejista no conceito ampliado avançou 1,4% em relação a janeiro na série com ajustes sazonais. A revisão dos últimos dados divulgados pelo próprio instituto revelou, portanto, que o setor engrenou uma sequência de quatro altas consecutivas – fato que não ocorria desde novembro de 2014. Apesar de resultados positivos em dois dos dez segmentos cobertos pela PMC, a recuperação do setor continua dependente, de forma mais ampla, da regeneração das condições de consumo. Mais especificamente, ao processo de desinflação, deve-se somar a intensificação da queda nas taxas de juros ao consumidor para que, quando da retomada do nível de emprego, o setor possa consolidar sua recuperação. Sendo assim, a CNC revisou sua projeção anterior de +1,2% para +1,5% ao final do corrente ano.

Produção industrial acelera 0,3% no primeiro bimestre – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial teve uma pequena recuperação de 0,1% em fevereiro de 2017, após uma queda de 0,2% em janeiro. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além deste aumento, a Indústria de Transformação mostrou aceleração de 0,4%. Enquanto a Extrativa recuou em 0,5%, quebrando a tendência de alta dos três meses anteriores (+1,0% em janeiro de 2017, +1,7% em dezembro de 2016 e +1,5% em novembro de 2016). Houve aumento na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de Capital o maior destaque (+6,5%), junto com Bens de Consumo Duráveis (+7,1%). A exceção foi Bens de Consumo Não Duráveis, onde houve retração de 1,6%. O índice acumulado nos últimos 12 meses, terminando em fevereiro de 2017, variou em -4,8%, continuando a tendência de 33 resultados negativos consecutivos e a menos intensa do ano. O maior impacto neste resultado foi a queda de 6,1% na Indústria Extrativa, sendo o 13º recuo desde 2016, apenas janeiro de 2016 obteve taxa positiva neste quesito (+1,5%). A Indústria de Transformações continuou sua tendência negativa dos últimos 33 meses seguidos e alcançou o resultado de -4,6% em fevereiro. Todas as categorias de uso mostraram retração, sendo Bens de Capital (-5,2%) e Bens de Consumo Duráveis (-8,7%) as mais expressivas. Nesta base de comparação, contrariando as avaliações anteriores, a atividade de maior recuo foi Equipamentos de Transporte não Industrial, com taxa de -22,6%.

Mesmo lenta, atividade começa a dar sinais de melhora – Os últimos dados econômicos divulgados promoveram uma mudança positiva nas estimativas da atividade doméstica para o primeiro trimestre de 2017. O desempenho mais forte do Comércio e dos Serviços, proveniente principalmente da revisão metodológica dos índices, além da expressiva melhora do setor agropecuário, levou ao crescimento do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) em fevereiro, com alta de 1,3%. Em janeiro, o dado foi revisado de -0,26% para +0,62%. No entanto, apesar da perspectiva de melhora no início do ano, a atividade ainda deve obter uma lenta recuperação ao longo do ano. Diante do cenário de leve melhora dos indicadores que respondem pelo comportamento da atividade, espera-se que o PIB cresça próximo a 0,6% no primeiro trimestre de 2017. Esse possível resultado estancará um período de queda de 11 trimestres consecutivos, atingindo um ponto de inflexão nos primeiros três meses do ano.

Investimento em saneamento, alerta relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) – As informações abaixo foram coletadas da ONU Brasil, através do relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em nome da Organização das Nações Unidas (ONU), os países aumentaram seus orçamentos para água, saneamento e higiene a uma taxa média anual de 4,9% nos últimos três anos. Contudo, 80% deles admitem que o financiamento para o setor ainda seja insuficiente para cumprir os objetivos definidos nacionalmente para esses serviços. Os países não estão aumentando os gastos com rapidez suficiente para atender às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à água e ao saneamento, aponta um novo relatório publicado pela OMS em nome do UM-Water (ONU Água), mecanismo formado por agências das Nações Unidas para assuntos relacionados à água e a questões de saneamento. O relatório salienta que os países não cumprirão as aspirações globais de acesso universal à água potável e ao saneamento, a menos que sejam tomadas medidas para utilizar os recursos financeiros de forma mais eficiente e aumentar os esforços para identificar novas fontes de financiamento.

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