Destaque da edição:
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Queda nas vendas do varejo volta a se acentuar em maio – Retração de 9,0% em relação a maio de 2015 é a maior para o mês em 15 anos. CNC revisa previsão de -4,8% para -5,6% ao final de 2016. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE, o volume de vendas do varejo no conceito restrito registrou variação de -9,0% em relação a maio do ano passado. Este foi o pior resul-tado do setor para um mês de maio desde o início da série histórica em 2001 e a terceira maior queda interanual desde o início da pesquisa. Com taxas de juros recorde ao consumidor em dez dos últimos 12 meses, naturalmente, aqueles seg¬mentos mais dependentes das condições de crédito voltaram a deprimir o volume de vendas no setor, destacando-se as perdas observadas nos ramos de móveis e eletrodomésticos (-14,6%), equipamentos de informática e comunicação (-14,4%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-15,5%). No corte regional, Amapá (-21,5%), Pará (-16,8%) e Bahia (-16,6%) foram os Estados com pior desempenho em vendas nessa base comparativa. Com a queda de maio, o volume de vendas no varejo restrito registrou sua 14ª queda consecutiva. No varejo ampliado, que incorpora informações dos ramos automotivo (-13,3%) e de materiais de construção, a queda foi ainda maior (-10,2%). Nesse conceito, o volume de vendas do setor completou exatos dois anos de taxas negativas. Com variação de -1,0% em relação a abril, a série com ajuste sazonal regis¬trou a maior queda desde janeiro deste ano (-1,6%). Novamente, os segmentos especializados na comercialização de bens duráveis foram os maiores responsáveis pelo recuo. Móveis e eletro¬domésticos (-1,3%), equipamentos de informática e comunicação (-2,0%) e outros artigos de uso pessoal e domés¬tico (-2,4%) se destacaram.
Outras matérias:
Com alimentos, IPCA-15 apresenta alta de 0,54% em julho – O IPCA-15, prévia do índice baliza¬dor do sistema de metas de inflação, registrou alta de 0,54% em julho, ante 0,40% no mês anterior. No ano, o índice acumulou variação de 5,19% e, em 12 meses, incremento de 8,93%. De todos os grupos, três apresentaram variações superiores em relação ao mês anterior. Dentre eles, Alimentação e Bebidas registrou aceleração, com variação de 1,45%, contra 0,35% em junho, com contribuição de 0,37 p.p. sobre o índice. Essa classe de despesa representa quase 25% do indicador. O grupo alcançou o maior impacto sobre a inflação total. Grande parte dos itens relacionados apresentou incremento. Os maiores im-pactos foram feijão-carioca (+58,0%) – mais uma vez vilão da inflação –, arroz (3,36%) e o leite longa-vida (15,54%). Outro grupo que registrou elevação foi Transportes, com inflação de 0,17%, após recuo de 0,69% no mês anterior. Alguns itens impactaram o grupo, como o etanol, além da alta do preço de outros itens – gasolina e passagens aéreas. Algumas desacelerações ocorreram em outros grupos. Habitação (de 1,13% para 0,04%); Artigos de Residência (de 0,57% para 0,27%); Vestuário (de 0,42% para -0,08%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,03% para 0,56%); e Des¬pesas Pessoais (de 0,89% para 0,52). Os demais grupos registraram as se¬guintes variações: Comunicação (de 0,01% para 0,00%); e Educação (de 0,06% para 0,10%).
Expectativa para o IPCA volta a cair – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (22/07), a me¬diana das expectativas para o IPCA caiu para 7,21%, menor do que a previsão de 7,29% de quatro semanas passadas, após estabilidade nesta estimativa na semana passada. Continua acima do limite supe-rior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 continuou mostrando desaceleração pela quarta semana se¬guida, reduzindo para 5,29%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,40% para julho e 0,30% para agosto. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,40% para julho e 0,27% para agosto, valores próximos dos esperados pelo mercado. Após a quinta reunião do Copom des¬te ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%. A próxima reunião será nos dias 30 e 31 de agosto. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 foi de 13,25%, esperando novos cortes na taxa durante o segundo semestre deste ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance 11,0%. A estimativa para o crescimento do PIB de 2016 alcançou -3,27%, mostrando uma piora neste indicador, após o resultado de 2015 mostrar uma retração de 3,80%, de acordo com dados do IBGE. Apesar da previsão para este ano ser melhor do que o realizado no ano passado, ela demonstra uma piora em relação ao crescimento de 0,1% rea¬lizado em 2014. Entretanto, para 2017, já se espera um resultado positivo, com avanço de 1,10% na economia, acima do 1,0% projetado há quatro semanas.
Fechamento da transação no e-commerce – Imagine um consumidor no supermer¬cado que, após escolher e colocar vários produtos no carrinho, simplesmente o abandona e desiste da compra. Embo¬ra isso possa ocorrer eventualmente, é um comportamento pouco comum. No entanto, esse é um ponto que merece atenção dos empreendedores de negócios virtuais. O “carrinho abandonado” – no qual tenha sido colocado pelo menos um produto – significa a desistência do cliente em fechar a transação. Várias podem ser as razões que levam a esse comportamento, inclusive algum fator cotidiano que interrompa o processo. A principal remete a pesquisas que são feitas pelo cliente potencial, incluindo verificação de preço, prazo de entrega, valor de frete, meios de pagamento, enfim, uma série de informações que são obtidas mais facilmente durante o processo da compra, embora também possam ser verificadas nas regras e políticas de venda dos próprios sites. As pesquisas sobre o tema ainda são poucas, mas alguns trabalhos apontam que cerca de 70% das transações não são finalizadas, pois se tratam de meros exercícios de simulação dos consumidores. Em relação a esse fator, pouco há o que se fazer para transformar a pesquisa em uma venda concreta, mas já existem algumas estratégias: ao “perceber” que o consumidor permanece mais tempo do que a média pesquisando os produtos, o valor do frete, etc., o sistema dispara um alerta que abre uma janela convidando o cliente a um “chat” on-line.
O Novo Simples (I) – Na última semana de junho, o Senado Federal deu acabamento ao que fal¬tava para encaminhar o PLC nº 125/2015 para a Câmara dos Deputados. O PLC reforma tanto o Simples Nacional (SN) quanto a Lei Geral das MPEs. Nele são acrescentados temas, modernizando e adequando a lei à realidade destas em¬presas para que se tornem competitivas e possuam tratamento diferenciado. Uma simulação com o regime do Lucro Presumido, dependendo da estrutura da empresa, mostra que o Simples pode ser competitivo. Em particular, para o setor do comércio. O PLC chama atenção pelo significado do SN: simplificação, tributação diferenciada e estímulo ao emprego. De fato, hoje, as MPEs receiam crescer por causa da escalada em exponencial com o im¬posto devido quando mudam de faixa de faturamento ou se chega ao limite anual de até R$ 3,6 milhões. Ao sair do SN, a MPE perde competitividade ao ingressar no Lucro Presumido ou Lucro Real com a monta de impostos a pagar. Para atingir esse fim, o SN foi modificado. Das vinte faixas de faturamento, passam a vigorar seis; outra novidade é a introdução da parcela a deduzir a fim de mitigar a elevação do imposto a pagar. Consequentemente, arrefece-se o aumento do imposto quando da mudança de faixa ou da ultrapassagem dos R$ 3,6 milhões. Deve ser por causa disso que o governo estima uma perda de receita de R$ 1,8 bilhão/ano. Mas o que é incrível é que, como foram aprovadas as novas regras, passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2018.