Destaque da edição:
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ICF registra evolução favorável em fevereiro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,6% (78,7 pontos) na comparação com janeiro de 2016 e registrou queda de 33,2% em relação a fevereiro de 2015. O índice permanece em um nível menor que 100 pontos, ou seja, continua abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou aumento de 1,5% na comparação mensal, e o daquelas com renda acima de dez salários mínimos, elevação de 2,3%. O índice das famílias mais ricas está em 81,9 pontos, e o das demais, em 78,2 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos. Na base de comparação mensal, os dados regionais revelaram que a maior retração ocorreu na região Sul (-2%), em que o índice permanece abaixo de 100 pontos, em conjunto com todas as outras regiões. A avaliação menos desfavorável ocorreu na região Centro-Oeste, com aumento de 3,1%. A alta do índice foi influenciada pela melhora nas expectativas para os próximos meses, levando a uma continuidade no aumento da confiança no segundo mês do ano. Esse movimento, típico de começos de ano, foi puxado principalmente pelos componentes relacionados às perspectivas, como Perspectiva profissional e Perspectiva de consumo.
Outras matérias:
Medidas político-econômicas de Maurício Macri na Argentina – O recém-eleito presidente Maurício Ma¬cri é responsável por uma renovação veloz na gestão do governo da Argentina. Grande parte das medidas prometidas em campanha já entraram em vigor em menos de dois meses de governo, além de outras tantas que foram anunciadas. Tal fato chama a atenção internacional para o novo modelo de gestão que está sendo implantado no País. Uma das medidas mais significativas de Macri após assumir o cargo foi o fim da intervenção do governo no controle cambial, o que culminou no fim das vá¬rias taxas de câmbio existentes no País. A presidente anterior, Cristina Kirchner, havia imposto os controles para a desvalorização do peso, mas visando o estímulo da atividade econômica, o investimento e o emprego, Maurício Macri decretou o fim dessas limitações. O novo funcionamento do mercado de câmbio culminou na desvalorização do peso aos níveis de 2013. As taxas e cotas de exportação também foram abolidas pelo presidente, beneficiando os setores da agricultura e da indústria. Os impostos aplicados na exportação foram criados em meio à crise de 2002, com o intuito de conter os efeitos sociais e aumentar a arrecadação. Os tributos e as cotas tinham como objetivo final favorecer o mercado interno, com o aumento da oferta e redução nos preços, efeito que não foi alcançado. Além disso, o presidente também diminuiu drasticamente as barreiras protecionistas para a importação, principalmente relacionadas aos produtos das indústrias têxtil, eletrônica, metalúrgica, calçados, brinquedos e autopeças. Desde que assumiu o cargo, Macri também já adotou medidas para acabar com a manipulação das estatísticas e diminuir o controle governamental sobre as mídias do País.
IPCA-15 apresenta alta de 1,42% em fevereiro – O IPCA-15, prévia do índice que baliza o sistema de metas de inflação, registrou alta de 1,42% em fevereiro, ante 0,92% no mês anterior. Esse resultado foi o mais elevado para o período desde 2003, quando alcançou +2,19%. No ano, o índice acumulou variação de 2,35% e em doze meses, incremento de 10,84%. Dentre os grupos, destaque para Alimentação e bebidas, com variação de 1,92%, influenciada principalmente pelos alimentos in natura (Tubérculos, raízes e legumes, com alta de +12,09%) e alimentação fora do domicílio (1,08%). O grupo foi o responsável por mais de um terço do IPCA-15 de fevereiro, com contribuição de 0,49 ponto percentual. As maiores influências nos alimentos foram a cenoura (+24,26%), a cebola (14,16%), o tomate (14,11%), o alho (13,08%), a farinha de mandioca (+12,20%) e as hortaliças (+8,66%). Outro grupo que afetou o índice geral foi Educação, com alta de 5,91%. O aumento sazonal se deu principalmente pelos reajustes das mensalidades dos cursos regulares (7,41%), com impacto de 0,21 ponto percentual sobre todo o índice. O grupo Transportes apresentou elevação de 1,65%, influenciado principalmente por transporte público (trem, metrô, ônibus intermunicipais) e combustíveis (etanol e gasolina). Esses itens registraram alta de 3,04% e 1,87%, respectivamente. Os demais grupos registraram as seguintes variações: Habitação (+0,40%); Artigos de residência (+0,86%); Vestuário (+0,14%); Saúde e cuidados pessoais (+1,04%); Despesas pessoais (+0,93%); Comunicação (+0,91%).
Estimativas para o IPCA continuam aumentando – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (19/02), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 7,62%, após chegar a 7,23% há quatro semanas passadas. Esta é a oitava aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite superior da meta de inflação e na sua maior estimativa desde o início do ano passado, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 permaneceu estável em 6,0%, maior do que a estimativa de 5,65% há quatro semanas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,95% para fevereiro e 0,57% em março. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,87% para fevereiro e 0,45% para março, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de menores. Após a primeira reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%. O mercado espera que o mesmo ocorra na próxima reunião, que será nos dias 1 e 2 de março, mantendo a taxa estável. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 também foi de 14,25%, mantendo-se neste patamar há três semanas. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic seja de 12,63%, ligeiramente menor do que a taxa de 12,75% esperada há quatro semanas.
Inscrição do Cadastro Ambiental Rural – O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciados do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescente de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. A inscrição no CAR é obrigatória para todos os imóveis e posses rurais, devendo ser requerida no prazo de um ano conta¬do da sua implantação, prorrogável uma única vez por igual período. Assim, o prazo de inscrição encerra em 5 de maio de 2016. A inscrição deve ser feita pela pessoa física ou jurídica que seja proprietária ou possuidora do imóvel rural, ou seu representante legal. Os proprietários rurais que não tiverem inscrito suas áreas no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), pelo endereço http://www.car. gov.br, poderão sofrer restrições junto às instituições financeiras de crédito rural. Estados que não possuem sistemas eletrônicos poderão utilizar o Módulo de Cadastro para fins de atendimento ao que dispõe a Lei n° 12.651/2012 e acesso a seus benefícios. Desta forma, antes de acessar o Módulo CAR para realizar a inscrição, verifique se o imóvel rural que pretende cadastrar se localiza em unidade da federação no qual o órgão ambiental responsável por recepcionar as inscrições no CAR possui sistema eletrônico próprio e página específica para tal finalidade.