Sumário Econômico 1412

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Destaque da edição:

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Os desafios do comércio – Pelas características da sua atividade, o comércio contribui para o desenvolvimento da economia brasileira, ao levar para todo o País produtos e serviços que satisfazem necessidades e desejos de consumo de milhões de famílias. O setor constitui-se no elo entre a produção e o consumidor final, gerando oportunidades de negócios, empregos e renda. A importância do comércio na economia nacional destaca-se na formação do valor adicionado. Ano passado, o setor participou do PIB com mais de R$ 5,5 trilhões, agregando valor de aproximadamente R$ 571 bilhões, algo pouco superior a 10% do total. É mais do que o dobro da contribuição da Agropecuária (4,8%), corresponde à metade da participação da Indústria em geral (20%) e está acima do peso da Indústria de transformação (9,3%). As micros e pequenas empresas estabelecem a força motriz das atividades comerciais. Representam 99% dos estabelecimentos, absorvem 52,0% do volume de empregos, e respondem por 41,4% da massa de salários. Além disso, as empresas com até 49 empregados representam pouco mais de 40% do faturamento total do varejo.

 

Outras matérias:

O Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul (FCES) – O Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul (FCES) é o órgão que representa a sociedade civil organizada na estrutura oficial do Mercosul. A criação do FCES foi estabelecida no Protocolo de Ouro Preto, assinado pelos presidentes do bloco, em dezembro de 1994. Foi definido como “órgão de representação dos setores econômicos e sociais e estará integrado por igual número de representantes de cada Estado Parte (Artigo 28)”, e tem “função consultiva que se manifestará mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum (GMC)”. O processo de construção do FCES partiu da criação de Seções Nacionais, por iniciativa de entidades sindicais e empresariais, em cada um dos quatro países sócios, à época, e se concluiu numa plenária realizada em maio de 1996, na qual se aprovou o Regimento Interno e demais aspectos de funcionamento. Por tratar-se de um organismo parte da estrutura do Mercosul, seu regimento foi homologado pelo Grupo do Mercado Comum.

Expectativa para Selic reduzida – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (24/07), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 9,23%, após chegar a 9,0% há quatro semanas passadas. Esta é a décima quinta aceleração, continuando bem acima do limite superior da meta (6,50%) e na sua maior estimativa. Apesar deste crescimento nas previsões, as projeções para 2016 mantiveram-se com mediana de 5,40%, ligeiramente abaixo da estimativa de 5,50% há quatro semanas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,58% para julho e 0,30% em agosto. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,62% para julho e 0,27% para agosto, valores próximos ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em junho alcançou 8,89%, no acumulado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 14,25%, inferior à taxa de 14,50%, estimada na semana anterior, ou seja, com mais acréscimos ao longo do ano, até uma elevação total de 0,50 ponto. A próxima reunião do Copom será nos dias 28 e 29 de julho, quando se espera que já ocorra integralmente este aumento. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 12,00%, menor do que a taxa atual de 13,75%.

Crise e comércio eletrônico – Com o agravamento da crise econômica batendo na porta do comércio, os empresários buscam alternativas para manter seus negócios viáveis e em funcionamento, até o surgimento de um novo ciclo de recuperação e crescimento. Mesmo com grande parte do mercado contando com vasta experiência em lidar com dificuldades – inclusive com taxas de inflação muito elevadas – o cenário econômico atual apresenta um patamar de incerteza tão importante, que praticamente paralisa ações mais criativas, levando ao engessamento e à tomada de medidas de prevenção, como a redução de investimentos, a contenção de custos e a eventual dispensa de empregados. Uma das opções para alavancar as vendas pode ser encontrada – dependendo de uma série de fatores – através da adesão das empresas ao comércio eletrônico, cuja previsão é de um crescimento nesse ano de 20% em relação a 2015.

Crédito – O estoque de crédito no País alcançou em maio de 2015 cerca de 54,4% do PIB, taxa que ainda se mantém próxima da máxima da relação crédito/PIB verificada em dezembro de 2014 (54,7%), embora se observe a tendência de declínio ao longo dos meses em 2015. Em maio, o volume de crédito totalizou R$ 3,081 trilhões, distribuídos entre recursos livres (R$ 1,583 trilhão, e 28,0% do PIB) e recursos direcionados (R$ 1,498 trilhão, e 26,5% do PIB). Em 2015, no tocante aos recursos livres (cheque especial, crédito pessoal, aquisição de veículos e outros bens, cartão de crédito, e outras modalidades de crédito), as altas taxas vêm impactando a demanda, tanto da pessoa jurídica quanto física. Nas comparações de maio de 2015 contra abril de 2015; maio de 2015 versus maio de 2014; no ano (janeiro de 2015 a maio de 2015 contra o mesmo período de 2014); e em 12 meses, o acompanhamento do Banco Central apresenta sequências negativas para a pessoa jurídica, –2,1%; -13,0; -9,5%; e -8,7%, respectivamente. E pessoa física: -1,0%;-7,1%; -3,6%; e 0,3%, nesta ordem.

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