Sumário Econômico 1409

Compartilhe:

Destaque da edição:

Destaque da edição:

CNC mapeia segmentos do varejo com expansão na ocupação – O comércio brasileiro passa pelo seu momento mais desfavorável em mais de uma década. O volume de vendas do setor encolheu 1,5% no primeiro quadrimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando apenas os quatro primeiros meses de cada ano, esse foi o pior desempenho em termos de receita real desde a retração de 5,4% registrada nos quatro primeiros meses de 2003. Apropriados os ramos automotivo (-16,0%) e de materiais de construção (-4,5%), o volume de vendas no conceito ampliado acusa retração de 6,1% – o pior resultado da série histórica iniciada em 2004. Ao desempenho desfavorável das vendas, soma-se a elevação de custos e despesas do setor, tais como gastos com pessoal, energia elétrica, combustíveis, taxa de juros, etc. Desse modo, as empresas varejistas têm buscado adaptar o quadro de funcionários à nova realidade do setor. Entre os anos de 2004 e 2012, quando as vendas do varejo cresceram a uma média anual de 8,5%, o comércio respondeu por

26,4% das vagas formais criadas no País, ficando atrás apenas do setor de serviços, com 42,0% do total. Naquele período, o emprego no comércio avançou 89,9% (+7,4% ao ano) contra +5,5% ao ano do restante da economia.

 

Outras matérias:

Indústria cresce após três meses de retração – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial cresceu 0,6% em maio deste ano, após três quedas consecutivas (-1,2% em abril, -0,8% em março e -1,3% em fevereiro). O crescimento de 0,4% em janeiro de 2015 foi o segundo resultado positivo no período. Em maio de 2014, houve queda em relação a abril, com uma variação negativa de 0,9%. Desde o início do ano passado, houve dez meses com retração. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A Indústria extrativa, após cinco meses seguidos de avanço, recuou 0,5% em maio. Enquanto a de Transformação cresceu 0,6%, tendo caído nos últimos três meses (-1,4% em abril, -0,8% em março e -1,6% em fevereiro). Dentre as categorias de uso analisadas, houve divergências, com Bens de capital (+0,2%) e Bens de consumo (+1,4%) crescendo e Bens intermediários com queda de 0,5%. Apesar do crescimento mensal, na comparação com maio de 2014 continuou a tendência negativa, pelo décimo quinto mês. Houve uma queda de 8,8%, a segunda taxa mais intensa deste período, com exceção da queda de 9,4% em fevereiro de 2015. Diferentemente da análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 10,9%, foi a principal influência, sendo que a Indústria extrativa acelerou 7,7%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências, com início em janeiro do ano passado. Novamente, ao contrário do observado na comparação anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de capital mostrando o maior resultado negativo (-26,3%), seguido por Bens de consumo duráveis, com retração de 17,8%. Equipamentos de transporte industrial foi a atividade com maior queda (-32,6%).

Programa de Proteção ao Emprego (PPE) – Diante do número crescente de demissões decorrente da queda na atividade econômica, o Governo Federal anunciou o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que, em linhas gerais, permitirá que as empresas aderentes ao Programa possam reduzir em até 30% a jornada de trabalho dos funcionários, com a diminuição proporcional dos salários pagos. Para se habilitar ao programa, as empresas deverão comprovar ao governo federal dificuldades financeiras oriundas da atual crise econômica. Entretanto, ainda não foram definidos os setores que poderão aderir ao PPE, o que será feito, em curto prazo, pelo Comitê de Proteção ao Emprego, formado apenas por representantes do governo. As empresas terão até o final de 2015 para aderir ao PPE, que terá prazo de validade fixado por, no máximo, um ano. Já pelo lado dos trabalhadores, haverá necessidade da adesão dos mesmos ao Programa, mediante a celebração de um acordo coletivo específico. Além disso, os empregados abrangidos pelo acordo não poderão ser alvo de dispensa sem justa causa durante a vigência da adesão, e, ao final da mesma, ainda contarão com a proteção de vínculo durante período igual a um terço do programa. Ou seja, se um empregado participar de um acordo abrangido por esse programa pelo período de 12 meses, ao término do mesmo ainda contará com estabilidade por mais quatro meses.

MPEs Estatísticas 2013 – Em parceria com o Dieese, o Sebrae lançou a sétima edição da pesquisa que tem como base as informações da RAIS, PME e PNAD. Trata-se do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2014, com dados referentes ao exercício de 2013. Embora o exame a respeito do ano retrasado possas parecer ter descompasso em relação à hoje, é o melhor estudo que se tem sobre as empresas. Ao mesmo tempo, cabe considerar que dificilmente as informações mudaram em relação ao ano passado. Além disso, deve-se contar o tempo para a compilação do volume de dados. Em suas 283 páginas, o anuário apresenta uma massa de informações estatísticas e de indicadores sociais e econômicos separando a micro e a pequena empresa da média e da grande, em temas como a evolução e o número de estabelecimentos; o corte por regiões e números de empregados; por setor da atividade econômica; empregadores e conta própria; faixa etária dos empregados, gênero; rendimentos; dentre outros; entre o período de 2003-2013. Em 2013, o Brasil registrou 6.700.121 (100%) estabelecimentos, cujo porte dividia-se da seguinte maneira: micros e pequenas empresas 6.629.879 (99,0%) − sendo micros 6.215.352 (92,8%); e pequenas 414.527 (6,2%). O 1% correspondia a médias (45.115) e grandes (25.127) – 0,7% e 0,4%, respectivamente. (Nota: estes dois percentuais estão arredondados; portanto, somam 1,1%).

Leia mais

Rolar para cima