Sumário Econômico 1394

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Destaque da edição:

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Defasagens e ajuste fino – A política monetária atua sobre a economia com defasagens longas e variáveis. Seus efeitos não são imediatos. Atualmente, estima-se que a defasagem dos efeitos da política monetária sob os preços no Brasil seja de três a cinco trimestres. Assim sendo, as decisões de política monetária são feitas pensando à frente, com base em modelos que estimam a trajetória futura da economia e a magnitude dos impactos da política monetária. Além das defasagens, os modelos econômicos e as projeções estão sujeitos a incertezas. Em uma economia dinâmica, vulnerável a choques, incertezas e longas defasagens, a estratégica da política monetária requer um constante ajuste fino. Para que esse processo ocorra, é necessário gradualismo. Em seu livro Bancos Centrais: Teoria e Prática, o economista norte-americano Alan Blinder afirma que o primeiro passo da política monetária consiste em estimar o tamanho do aperto ou do relaxamento necessário para alcançar a meta desejada, e, então, fazer menos. Para o economista, cuja larga experiência une o trabalho acadêmico e a prática aplicada, ao fazer menos é possível observar os desdobramentos e ajustar os instrumentos de política monetária de acordo com os resultados obtidos.

 

Outras matérias:

Confiança do comércio abre 2015 em novo piso histórico – Sob forte influência da retração na satisfação com as condições correntes (-26,6% ante o primeiro mês de 2014), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio atingiu 105,1 pontos em janeiro de 2015, situando-se, atualmente, no patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2011. O maior destaque individual no mês foi o novo grau de satisfação com as condições correntes da economia que, ao cair 39,0% nos últimos 12 meses, voltou a testar um novo piso histórico (54,5 pontos). Com quedas tanto no subíndice de expectativas (-9,3%) quanto no de intenção de investimentos (-9,9%), o Icec variou -14,3% no comparativo anual e -1,1% ante dezembro, já computados os ajustes sazonais. Diante do maior comprometimento do poder de consumo da população nos próximos meses, a CNC reduziu de 3,0% para 2,4% sua projeção de crescimento das vendas do varejo em 2015. Para 76,3% dos empresários do setor, as condições atuais da economia brasileira encontram-se piores que há um ano (41,8% do total perceberam piora acentuada). Em janeiro do ano passado era essa a percepção de 54,0% dos entrevistados, com 20,6% percebendo piora mais expressiva. As regiões Sul (46,0 pontos) e Sudeste (51,3 pontos) concentram as piores avaliações nesse quesito.

Crédito representa 58,5% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro recuaram 0,2% no primeiro mês de 2015, contra o mês imediatamente anterior; 2,3 ponto percentual abaixo do resultado de dezembro, 2,1%. Esta foi a primeira queda desde janeiro de 2013, quando houve retração de 0,1%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,0 trilhões no último resultado, representando 58,5% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro de 2015, a variação foi de +11,0%, 3,7 p.p. abaixo da variação de 14,7% observada no mesmo período do ano anterior. As operações com recursos direcionados representaram 28,1% do PIB, com saldo de R$ 1.446,8 bilhões. No acumulado em 12 meses cresceram 18,2%, 7,2 p.p. acima das operações totais do sistema financeiro. Entretanto, o resultado foi abaixo do observado no mês anterior, 19,5%. Foi o maior destaque no crédito geral, apesar de menor proporção (48,0% do total do saldo de crédito). Nesta mesma base de comparação, a maior influência dentre o crédito às pessoas físicas neste setor foi o financiamento imobiliário, com avanço de 27,9%. A segunda foi financiamento rural, com taxa de +21,3%. Ambos os resultados foram abaixo do realizado em janeiro de 2014, 31,5% e 32,8%, respectivamente.

Gestão de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) – A Associação dos Aterros de Resíduos de Construção Civil do Estado do Rio de Janeiro (Assaerj) realizará em parceria com a Casa Viva Eventos Ambientais e a Planeja & Informa Comunicação e Marketing, nos próximos dias 4 e 5 de março, o Seminário Gestão de Resíduos de Construção e Demolição – Da Geração ao Descarte, balizando a temática do V Seminário de Gestão Integrada de Resíduos. O objetivo é trazer à discussão, especificamente, todo desenvolvimento da cadeia logística do segmento de Resíduos da Construção Civil (RCC), desde a sua geração até seu descarte, observando os impactos causados pela legislação pertinente vigente, os entraves operacionais encontrados pelo segmento, suas dificuldades, a excessiva carga tributária, incentivos, formas de financiamentos, bem como apresentar ao segmento o que há de mais moderno em tecnologia e gestão. A cadeia produtiva da construção civil consome entre 14 e 50% dos recursos naturais extraídos do planeta, gerando considerável quantidade de resíduos. No Brasil, os chamados Resíduos da Construção e Demolição (RCD) representam de 51 a 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos. Quando mal gerenciada, degrada a qualidade da vida urbana, sobrecarrega os serviços municipais de limpeza pública e reforça no País a desigualdade social, drenando recursos públicos continuamente para pagar a conta da coleta, transporte e disposição de resíduos depositados irregularmente em áreas públicas, quando esta conta é, na realidade, de responsabilidade dos geradores.

 

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