Destaque da edição:
Destaque da edição:
Reajustes na percepção de risco – Desde que o Federal Reserve sinalizou a possibilidade de reduzir o programa de alívio quantitativo já no ano corrente, os mercados passam por grande turbulência e enfrentam grande volatilidade. Somada à grande incerteza acerca dos efeitos de tal mudança, há uma reavaliação de risco face ao novo cenário externo que se formou, apesar da recente decisão de adiamento do fim dos estímulos monetários. O programa LSAP (compra de ativos em grande escala, da sigla em inglês) está entre as políticas de expansão monetária sem precedentes, com instrumentos não convencionais e cujos efeitos são pouco conhecidos, colocadas em prática para enfrentar a grave crise econômica iniciada em 2008. Esse programa consiste atualmente na compra de US$ 86 bilhões por mês em títulos do tesouro americano e papéis lastreados em hipotecas. A partir de maio, o Federal Reserve começou a dar sinais de que, na medida em que se sustenta uma recuperação da economia norte-americana, poderia iniciar a normalização de sua política monetária, começando pelo LSAP.
Outras matérias:
Dia das crianças – As estimativas da Divisão Econômica da CNC apontam que o volume de vendas do varejo para o Dia das crianças deste ano deverá registrar variação de 4,9%, se constituindo na menor taxa de crescimento desde 2004, quando ficou em 3,1%. Note-se que em 2012 essa taxa atingiu incremento de 8% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o faturamento deve alcançar R$2,9 bilhões e a data já é a quarta mais importante para o varejo brasileiro, atrás do Natal, Dia das mães e Dia dos pais. Como de hábito, o segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba o setor de brinquedos, dentre outros produtos, irá experimentar maior variação positiva na data, com expectativa de atingir aumento de 6,9% em relação a 2012. Outros setores também devem apresentar crescimento sazonal motivado pelo Dia das crianças: supermercados (+3%); vestuário (+3,8%) e livrarias e papelarias (+3,0%).
Produtividade arrecadatória – Os serviços que a tecnologia disponibiliza tornam-se cada vez mais eficientes, e o resultado das operações converte-se no aumento da produtividade. Assim, a eficiência arrecadatória vem crescendo, pelo uso intensivo e racional de recursos tecnológicos e humanos, que empregados alimentam a sanha fiscal A mais recente inovação – já acontece com as pessoas que caíram na malha fina – foi instalada no regime tributário das MPEs e se chama Alerta Simples Nacional. O programa implica para cerca de 29 mil empresas optantes do Simples Nacional que tiveram inconsistências nas declarações prestadas no ano de 2010 o recebimento de um alerta, informação na qual consta o aviso da fiscalização e a necessidade de serem feitos ajustes nas declarações. Tal aviso de alerta será emitido pelo site da Receita Federal no sistema do Simples Nacional quando do acesso mensal feito pela empresa, com a finalidade de que seja gerado o valor do pagamento do imposto, bem como o DAS (documento de arrecadação do Simples Nacional).
Produção industrial fica estável em agosto – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE após queda de 2,4% em julho, a produção industrial ficou estável em agosto, na comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Tanta a indústria extrativa quanto à de transformação cresceram 0,2% nesta base de comparação. Dentre as categorias de uso, a maioria mostrou taxas positivas, sendo Bens de capital (+2,6%) a mais expressiva. A única exceção foi Bens de consumo (-0,6%), influenciada por Bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%). Na comparação com agosto de 2012, houve uma queda de 1,2%, o primeiro resultado negativo após quatro taxas positivas consecutivas. A maior influência do mês foi o recuo de 2,0% na indústria extrativa, com queda desde fevereiro de 2013 (-10,2%) e o resultado menos intenso desde então. A indústria de transformação também demonstrou queda, entretanto em menor patamar, 1,2%. Diferentemente da análise anterior, a maioria das categorias obtiveram variações negativas, com Bens de capital (+11,8%) sendo o maior destaque e a única exceção.