Destaque da edição:
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Pesquisa do IBGE confirma 1º semestre fraco no varejo – Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação de +1,7% em relação a junho de 2012. As maiores altas na comparação anual ocorreram nos ramos de combustíveis e lubrificantes (+8,1%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+7,8%). Por outro lado, as vendas de tecidos, vestuário e calçados apresentaram o pior desempenho ante os demais setores (-3,2%) e evitaram uma oscilação mais expressiva do indicador. A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo é que o volume de vendas feche 2013 com alta de 3,8% em relação a 2012, apresentando, portanto, desaceleração ante os 8,4% registrados no ano passado. Ao final do ano, deverão se sobressair os ramos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+8,9%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+6,4%). Contribuem para a desaceleração do varejo em 2013 a acomodação do mercado de trabalho, com expansão de 1,5% na massa real de rendimentos, e a perda de fôlego na concessão de crédito aos consumidores (+5,9% em relação a junho de 2012). O crédito mais caro tem levado a uma desaceleração na demanda por recursos que, no primeiro semestre, avançaram 4,7% em relação ao mesmo período de 2012. Ao final dos seis primeiros meses de 2012, essa variação era de 14,1%. O resultado de junho confirmou o primeiro semestre de 2013 como o mais fraco em termos de crescimento de vendas desde 2003. No acumulado do ano, o varejo registra alta de 3,0% nas vendas. A expectativa é que os dados relativos a julho revelem variação de +0,7% sobre o mês anterior.
Outras matérias:
Intenção de Consumo das Famílias mantém-se no menor patamar da série – A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 1,3% (123,4 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 9,0% em relação a agosto de 2012. O índice mantém-se no menor nível da série iniciada em janeiro de 2010. O menor otimismo quanto ao emprego e à renda, a sustentação de um nível ainda elevado de endividamento e o aumento do custo do crédito são alguns dos fatores que vêm se refletindo nos números. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Na comparação mensal, com exceção do componente Perspectiva Profissional, todos os outros componentes relacionados ao mercado de trabalho e ao consumo apresentaram variações negativas. As incertezas quanto às condições econômicas no curto prazo, como inflação e mercado de trabalho, provocaram menor confiança e disposição ao consumo para o mês de agosto.
Comércio exterior em julho – O comércio exterior brasileiro acumulou saldo negativo de US$ 5,0 bilhões até julho, de acordo com os dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado da balança comercial é fruto de exportações de US$ 135,3 bilhões e de importações que somaram US$ 140,2 bilhões. Apesar da redução nas vendas externas este ano, o crescimento mais acelerado das importações contribuiu para o incremento de 4% no volume de comércio, que já soma US$ 275,5 bilhões nos sete meses de 2013. Com isso, as projeções para a balança comercial em 2013 apontam para exportações de US$ 241,0 bilhões e importações de US$ 236,5 bilhões, resultando no saldo positivo de US$ 4,5 bilhões. O Banco Central, um pouco mais otimista, estima que as vendas externas alcancem US$ 248 bilhões, enquanto as compras de outros países somam US$ 241 bilhões, com superávit de US$ 7 bilhões.
O desperdício de alimentos e a fome – O desequilíbrio entre a população e a oferta de alimentos pode ser minimizado por meio da redução das perdas que ocorrem nas diferentes etapas de obtenção de alimentos, desde a produção, passando pela comercialização até o consumo. Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para o desafio de reduzir o desperdício e a fome mundial, além de satisfazer às necessidades de uma população em rápida expansão. Todos os anos, um terço de toda a comida produzida pelo sistema agrícola global está sendo perdida. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que 1/3 da produção global de alimentos é perdida ou desperdiçada. Infelizmente, o desperdício continua sendo detectado em diversos setores da sociedade brasileira, embora suas consequências comecem a ser analisadas de forma mais abrangente – nunca se discutiu tanto a necessidade de rever processos, atitudes e valores e desenvolver sistemas para a redução das perdas. Em relação à fome, é importante analisar principalmente os índices de natalidade dos países que têm grande desenvolvimento populacional (Índia, África); que visam estabelecer uma estrutura diferenciada em relação ao método utilizado referente à China; que, por meio da obtenção de uma população numerosa, impõem ao país que seja submetido à determinação de quantidade de filhos que cada casal deve ter, ou seja, que haja controle de natalidade.
X Convenção das MPEs e dos EIs – Foi um sucesso. Assim resume-se a X Convenção das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais, realizada nos dias 15 e 16 deste mês, em Vitória (ES), com mais de 500 pessoas, por entidade parceira da CNC, uma das principais no Fórum Permanente das MPEs, em Brasília – a Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Conampe) –, que contou, para o êxito do evento, com o apoio da agência de desenvolvimento Aderes – cabendo ressaltar que, há alguns anos, esta foi totalmente repaginada pelo governo do Estado do Espírito Santo para formular e executar políticas públicas exclusivamente para o desenvolvimento das MPEs e dos Empreendedores Individuais. Com transmissão ao vivo pela internet, e também realizada gestualmente na versão em libras, para deficientes auditivos, além da extensa plateia, o seminário reuniu representantes e lideranças de 23 estados mais o Distrito Federal.