Destaque da edição:
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A demarcação das reservas indígenas e as propriedades rurais – O movimento dos estudantes, com a adesão da classe média, objetivando a redução do preço das passagens dos transportes públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, estendeu-se por todo o País em rapidez fulminante e intensidade expressiva, graças ao fenômeno das redes sociais. O movimento passou a visar outras “pautas”, como a melhoria dos serviços hospitalares e dos estabelecimentos de ensino, o fim da corrupção nos órgãos públicos, o arquivamento da PEC 37 etc. O cerco aos edifícios dos três Poderes deve ser entendido como o pleito de funcionamento dos serviços públicos no “padrão Fifa”, ou seja, com a alta qualidade dos doze estádios construídos para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. A chamada questão indígena, muito embora não tenha sido abordada, insere-se na necessidade de uma ação governamental efetiva – no “padrão Fifa” – para eliminar os constantes litígios entre os indígenas e os produtores rurais, ambos amparados por normas da Constituição Federal.
Outras matérias:
Crédito ao consumidor cresce 16,3% – De acordo com o último relatório de operações de crédito divulgado pelo Banco Central do Brasil, em maio, a média diária de concessão de recursos destinados às pessoas físicas teve alta de 16,3% ante o mesmo mês de 2012. Este comportamento se deveu principalmente ao avanço de 24,2% nas operações do cartão de crédito. Feitos os ajustes sazonais, houve alta de 6,8% ante abril, a maior alta desde novembro do ano passado nesta base comparativa. Novamente, o destaque foram as operações com cartões de crédito (+9,6%).A taxa média de juros ao consumidor (34,2% ao ano) variou -2,9 pontos percentuais em relação àquelas observadas em maio do ano passado, com recuo mais significativo no custo do cheque especial (-22,1 pontos percentuais, para 136,3% ao ano). Contudo, esta modalidade respondeu por apenas 3,0% do saldo total das operações para pessoas físicas no mês. Na comparação com o mês anterior houve recuo pela terceira vez consecutiva (-0,2 ponto percentual). Dentre as principais modalidades, o movimento mais expressivo se deu no crédito para aquisição de bens (-2,1 pontos percentuais).
Produção industrial volta a patamares negativos – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial voltou a mostrar taxas negativas após dois meses consecutivos de crescimento (+1,9% em abril e +0,8% em março). Na comparação com o mês imediatamente anterior, a indústria caiu 2,0% em maio, dados com ajuste sazonal. Apesar da taxa negativa, foi abaixo da queda de 2,3% ocorrida em fevereiro deste ano. A maior contribuição foi do recuo de 2,3% na indústria de transformação; a indústria extrativa reduziu em 0,5%. Dentre as categorias de uso, todas mostraram redução, sendo Bens de capital (-3,5%) a mais expressiva. Na comparação com maio de 2012 houve um aumento de 1,4%, o terceiro resultado positivo do ano, entretanto o menos intenso, principalmente em relação ao crescimento de 8,4% realizado em abril. A maior influência foi o crescimento de 2,0% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa recuou em 9,1%. Diferentemente da análise anterior, apenas a categoria de Bens intermediários recuou (-0,6%), enquanto a de Bens de capital (+12,5%) foi o maior destaque positivo.
Comércio e redes sociais – A revolução provocada pela internet e pelo avanço nas telecomunicações deve ser entendida como um marco – antes e depois da internet – e, principalmente, como um processo contínuo, onde as aplicações que ocorrem através da web se renovam em velocidade e abrangência sem par, modificando de forma irreversível as formas de comunicação e relacionamento entre pessoas, organizações, empresas e governos. Sem entrar no mérito causal das recentes manifestações que ocorreram em todo o Brasil, evidencia-se a surpreendente utilização das chamadas “mídias sociais” para convocar um movimento cuja proporção reflete a aceitação de determinadas propostas, cujo conteúdo se espraia de forma rápida e abrangente através de compartilhamentos instantâneos. A novidade de um movimento desta natureza – sem lideranças definidas e com bandeiras difusas, mas convergentes – deixou atônitos tanto o Governo quanto outros setores da sociedade, ainda não tão sintonizados com os avanços da comunicação instantânea propiciado pelas redes sociais.