Sumário Econômico 1322

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Destaque da edição:

 

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Política Econômica – Ninguém pode desconhecer que há uma forte preocupação do Governo em promover uma política social de distribuição da renda nacional, em favor das classes menos favorecidas. A questão é como fazer. A orientação atual do Governo tem sido no sentido de elevar a participação dos trabalhadores, através da política salarial, e a do Governo, mediante constante elevação da carga tributária. E os empresários? Os empresários estão colocados em duas faixas: os grandes, que estão mais próximos do Governo, especialmente do BNDES, e os pequenos e médios que lutam com o peso da carga tributária, da burocracia fiscal, da falta de crédito e juros altos. Não há definição. Alguém está ganhando, alguém está perdendo. A atual política econômica tem um viés estatizante, por influência política, que já produziu sérias distorções nos setores petrolífero, hidrelétrico, portuário e rodoferroviário. Enquanto isto acontece, continuam-se discutindo temas de menor importância, como a enganosa desoneração da folha de pagamentos, a equivocada proposta de extinção do fator previdenciário, a inócua independência do Banco Central, as normas do trabalho doméstico, a desagregadora política indígena e a inquietante preocupação com um duvidoso “efeito estufa”. Além do mais, a programação econômica vem acompanhada de uma burocracia oficial contaminada por exagerado academicismo, que coloca as resoluções mais importantes do setor público em termos ininteligíveis de complicadas e desnecessárias fórmulas matemáticas. Vale a pena ver o que se publica no Diário Oficial, toda semana.

 

 

Outras matérias:

O câmbio e a inflação: algumas considerações – A competitividade dos produtos brasileiros e o nível da taxa de câmbio são debates que permanecem constantemente abertos. Tendo em vista a política monetária expansionista do Federal Reserve, predomina a preocupação em evitar a queda da taxa de câmbio nominal, com o argumento de manter a atratividade dos produtos nacionais. Neste contexto, cabe a discussão sobre os fatores determinantes da taxa de câmbio nominal, o comportamento da taxa de câmbio real, e como estes poderão se comportar ao longo do ano. Desde meados de maio passado, com a depreciação da taxa de câmbio nominal, o Banco Central tem indicado que está menos preocupado com os efeitos do câmbio desvalorizado sobre a inflação, o chamado passthrough, apesar deste repasse ter diminuído recentemente. Tudo indica que a autoridade monetária manterá o foco do combate à inflação através da taxa Selic. Apesar disto, é necessário reconhecer que existem riscos inflacionários na economia brasileira, e que a competitividade dos nossos produtos está ameaçada por estes riscos.

O Mercosul e o novo contexto de negociações internacionais – O Mercado Comum do Sul – Mercosul – produziu na primeira década da sua formação um importante crescimento do comércio entre os países membros, da ordem de 400%. Embora se reconheçam os avanços alcançados com a implementação do Mercosul, ainda persistem algumas questões não resolvidas, as quais limitam a eficácia da união aduaneira. Um exemplo é a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), a bitributação. As vendas do Brasil para o Mercosul caíram quase 15% em 2012. Para que o Brasil possa aproveitar as oportunidades de negociações bilaterais que se estabelecem no mundo, e na impossibilidade de integrar os interesses dos sócios, talvez seja o caso de repensar o Mercosul para uma Zona de Livre Comércio, preservando os avanços obtidos. O que de fato é certo são os conflitos e as controvérsias sempre presentes no comércio internacional. Enquanto desaparecem algumas tensões, surgem outras.

Previsão para o PIB é reduzida pela quarta semana – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central houve estabilidade nas medianas das expectativas para o IPCA tanto de 2013 quanto de 2014. As projeções para ambos os anos está em 5,80%. Apesar de ainda estar abaixo da inflação realizada em 2012 (5,84%), estão cada vez mais próximas. No curto prazo, as estimativas são de 0,32% para junho, maior do que na semana anterior, e 0,30% para julho. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,35% para junho, maior do que o mercado espera, e 0,29% para junho, um pouco abaixo da mediana geral. No âmbito externo, a estimativa é que a taxa de câmbio de fim de período termine este ano em R$ 2,10/US$ e esteja em R$ 2,15/US$ ao fim de 2014. Este é o quinto aumento seguido nas projeções para 2013 e o quarto para 2014. O mercado espera um déficit de US$ 73,0 bilhões na conta corrente, bem acima do esperado pelo Banco Central, com déficit de US$ 67,0 bilhões. A diferença entre as projeções para a Balança comercial de 2013 é ainda maior, sendo de US$ 7,35 bilhões para o mercado contra US$ 15,0 bilhões para o Banco Central. Para 2014 os analistas consultados preveem um valor de US$ 79,0 bilhões negativos para as transações correntes e US$ 10,0 bilhões positivos correspondentes a Balança comercial.

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