Sumário Econômico 1320

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Destaque da edição:

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O destino cinzento do Mercosul – As restrições do Mercosul, impostas pela Argentina nas negociações de acordos multilaterais e na administração do regime da TEC – Tarifa Externa Comum estão criando sérios prejuízos potenciais ao Brasil, como têm alertado nossos experientes diplomatas Luiz Felipe Lampreia, Botafogo Gonçalves e Roberto Abdenur. Isto nos leva a aceitar a proposta, recentemente formulada por outro experiente diplomata, Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Cebri, no sentido de reverter o Mercosul do atual projeto de integração regional, que não está dando certo, para um projeto de menor alcance, porém menos problemático e mais eficaz, de uma Zona de Livre Comércio, como concebida em 1960.

 

Outras matérias:

Vendas do varejo têm a segunda queda consecutiva do ano – Em março, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu -0,1% em comparação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo a pesquisa mensal de comércio (PMC). Trata-se da segunda queda consecutiva do volume de vendas na comparação com o mês imediatamente anterior – em fevereiro a queda havia sido de 0,5%. A queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,2%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,9%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (+1,9%) e materiais de construção (+0,7%) acusou variação de +0,1% na mesma base comparativa.

Intenção de Consumo das Famílias recua pelo 3° mês consecutivo – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 2,2% (127,7 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior, e queda de 6,2% em relação a maio de 2012. O índice encontra-se no menor nível da série iniciada em janeiro de 2010. O comprometimento da renda das famílias, alimentado não só pelo nível ainda elevado de endividamento e inadimplência, mas também pela persistência inflacionária ocorrida nos primeiros meses do ano, e o maior custo de aquisição de crédito influenciaram negativamente o resultado do ICF no mês. O menor otimismo quanto ao mercado de trabalho também vem se refletindo sobre o índice, fato ocorrido novamente no período atual. Apesar do resultado, os índices mantêm-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo.

Previsão para o PIB cai para 2,98% – A mediana para o crescimento do PIB de 2013 foi reduzida para 2,98%, após permanecer cinco semanas consecutivas em 3,0%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBCBr), considerado uma aproximação das contas nacionais, mostrou crescimento de 1,8% no acumulado do primeiro trimestre. Para 2014 não houve alterações, estimando-se avanço de 3,5% pela décima vez. Ambos os valores projetados estão bem acima do crescimento do PIB realizado em 2012, de 0,9%. A previsão para o crescimento do setor industrial este ano caiu de 2,53% para 2,50%. Para 2014 também houve piora nas estimativas, para 3,50% contra 3,55% no resultado anterior.

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