Sumário Econômico 1286

Compartilhe:

Destaques:

Destaques:

Confiança do empresário do comércio cai em junho – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) apresentou queda de 2,5% na comparação mensal, com 125,7 pontos. Todos os três subíndices tiveram influência negativa na comparação com o mês anterior, tendo o subíndice de condições atuais recuado 5,2%, e o subíndice de expectativas caído 2,1%. O subíndice que mede o nível de investimentos mostrou a menor queda, recuando 0,4% em relação a maio. Já na comparação anual, livre de efeitos sazonais, o Icec subiu 1,5%, influenciado principalmente por uma alta de 4,9% no subíndice de expectativas, assim como por uma elevação de 3,9% no subíndice de investimentos em relação a junho de 2011. Entretanto, assim como na comparação mensal, a percepção dos comerciantes em relação às condições atuais da economia mostrou queda de 5,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Analistas esperam crescimento de 0,1% na indústria em 2012 – Os últimos dados da pesquisa divulgada pelo IBGE em relação à produção industrial mostrou que a indústria recuou 0,9% em maio contra o mês imediatamente anterior – dados com ajuste sazonal. Esse é o quarto resultado negativo deste ano e o terceiro consecutivo. A indústria de transformação também obteve queda (-1,1%) e mostra a mesma tendência da indústria geral, sendo esse o terceiro resultado negativo seguido e o quarto do ano. Já a indústria extrativa aumentou 1,5% em maio, e observam-se resultados abaixo de zero em apenas dois meses (janeiro, com -8,4%, e março, com -1,9%). Entre as categorias de uso, a de Bens Intermediários foi a única com acréscimo nessa base de comparação, +0,2%. A de Bens de Capital caiu 1,8%, e a produção de Bens de Consumo foi reduzida em 2,8%. Tanto Bens de Consumo Duráveis (-2,2%) quanto Semi e não Duráveis (-2,1%) mostraram variações semelhantes.

Preços, volumes e outras considerações sobre o comércio externo – A redução de 1,7% nas exportações no primeiro semestre fez com que o resultado da balança comercial brasileira no período ficasse abaixo das expectativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na avaliação do governo, o principal motivo da queda no valor das exportações foi a redução dos preços de importantes commodities exportadas pelo Brasil, como minério de ferro, café e açúcar, além da redução nas vendas de petróleo e veículos.

Nova lei agrícola dos EUA – No recente caso do algodão entre o Brasil e os Estados Unidos, a OMC decidiu que os subsídios dos EUA para créditos à comercialização, os programas de pagamentos contracíclicos, assim como as garantias de créditos de exportação para o algodão no âmbito do programa GSM-102 constituem subsídios ilegais à exportação. Ao final de junho o Senado norte americano aprovou a sua versão da nova lei agrícola de 2012. Segundo relatório do Brazil Industries Coalition (BIC), a proposta de lei do Senado elimina pagamentos diretos aos agricultores e estabelece um programa de seguro de safra, consolida 23 programas de conservação em 2013 e corta US$ 4 bilhões do programa de assistência à nutrição durante os próximos dez anos.

A força da formalização – Participante do grupo das maiores potências do globo pela medição o PIB, neste momento de crise internacional pontuada pelas dificuldades de recuperação do nível de demanda e emprego nos EUA e, igualmente, pela repercussão na Europa de forma contundente também, o Brasil, além de estar podendo mostrar ao restante do mundo a exuberância do mercado interno, tem produzido melhorias na sociedade – até porque necessita mesmo delas, já que tem enorme informalidade. Claro que o controle da inflação mais o equacionamento da dívida externa, a moeda estável, a entrada de investimentos estrangeiros e os fundamentos macroeconômicos sustentáveis, junto com o crescimento robusto verificado nos últimos anos antes, combinado com a expansão do crédito, o aumento do emprego e da renda, entre outros, constituem-se em alguns dos fatores que contribuíram para o Brasil avançar em direção ao pódio do volume da produção das economias mais desenvolvidas – embora ainda revele forte desigualdade social.

 

Leia mais

Rolar para cima