Sumário Econômico 1277

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A crise mundial – resumo da ópera – O que existe hoje não é propria¬mente uma crise do capitalismo como um todo, mas uma crise parcial do sistema financeiro, associada a uma crise fiscal. Os bancos empres¬taram mais do que deviam e ficaram insolventes ou ilíquidos. Alguns quebraram, outros foram socorridos, transferindo suas crises para os gover¬nos e bancos centrais. Paralelamente, os governos que praticaram uma ex-cessiva política de bem-estar social também quebraram como é o caso da Irlanda e da Grécia e, em menor escala, de Portugal, Espanha e Itália.

A crise mundial – resumo da ópera – O que existe hoje não é propria¬mente uma crise do capitalismo como um todo, mas uma crise parcial do sistema financeiro, associada a uma crise fiscal. Os bancos empres¬taram mais do que deviam e ficaram insolventes ou ilíquidos. Alguns quebraram, outros foram socorridos, transferindo suas crises para os gover¬nos e bancos centrais. Paralelamente, os governos que praticaram uma ex-cessiva política de bem-estar social também quebraram como é o caso da Irlanda e da Grécia e, em menor escala, de Portugal, Espanha e Itália. No fundo, o que se viu foi um desre¬gramento total, por falta ou desres¬peito a uma norma disciplinar regu¬ladora, principalmente na imposição de adequados e prudentes limites operacionais ao sistema financeiro e às bolsas de valores… Alguns analistas consideram que a única solução para a crise seria um “novo modelo econômico” ou uma “nova ordem mundial”, mas isso é, em verdade, uma utopia, longe da realidade. Também não faz sentido esperar a “quebra dos Estados Unidos”. Os Estados Unidos não vão quebrar. Até mesmo porque, se isso acontecesse, seria como a queda do Império Roma¬no, no século VI D.C., seguida de 800 anos da longa noite da Idade Média. Sem dúvida, devemos ser mais pru¬dentes e realistas, conservando a confiança e o otimismo. E aguardar.

A nova ordem mundial – A tecnologia da informática produ¬ziu, a partir de meados do século XX, o que poderíamos chamar a segun¬da revolução industrial. O computador e a internet deram uma impressionante velocidade ao sistema de comunicação, dentro do quadro geral da globalização. As transações financeiras internacionais experimentaram um boom inacreditável, coisa que jamais teria sido possível não fossem o apoio e a sustentação da internet. A nova ordem mundial vai depender principalmente 1) da capacidade dos governos de reduzir os imprudentes dé¬ficits fiscais e 2) da submissão das ope¬rações financeiras dos bancos e bolsas de valores e de futuros a uma prudente limitação operacional, colocando sob ri¬goroso controle as abusivas operações de crédito e derivativos. Isso é válido para os Estados Unidos, para a Europa e também para o Brasil.

Desaceleração no ritmo de crescimento da ocupação em fevereiro – A taxa de desocupação medida pela Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do IBGE, para as seis regiões metropolitanas pesquisadas alcançou 6,2% em março, ante 5,7% em feve¬reiro de 2012. Entretanto, na com¬paração com os meses de março dos anos anteriores, é a menor taxa para o período desde o início da pesquisa. Desconsiderando os fatores sazonais, a taxa de desemprego subiu de 5,6%, em fevereiro, para 5,7% em março, como resultado do crescimento da População Ocupada (+0,07) em ritmo menor que o avanço da População Economicamente Ativa (+0,18%).

Crédito aumenta 1,7% no mês e representa 49,3% do PIB – Dados do Banco Central do mês de março mostram que o volume total de crédito do sistema financeiro aumentou em 1,7% ante o mês ante¬rior, após avançar 0,4% em fevereiro e cair 0,1% em janeiro. O valor ficou em R$ 2,069 trilhões, representando 49,3% do PIB, maior taxa desde dezembro do ano passado. No ano, o acréscimo até o terceiro trimestre foi de 2,0%, já em 12 meses a taxa foi de 18,0%.No crédito total, 64,1% refere-se aos recursos livres e, mais especificamen¬te, 32,1% às Pessoas Físicas, porcenta¬gem próxima aos 32,0% referentes às Pessoas Jurídicas. Os recursos livres cresceram ao mês na mesma propor¬ção que o total, 1,7%. Entretanto, as taxas do ano (1,7%) e em 12 meses (15,9%) estão um pouco abaixo do re¬sultado geral. Esse aumento mensal foi baseado principalmente no avanço de 2,8% das Pessoas Jurídicas, enquanto as Pessoas Físicas obtiveram cresci¬mento moderado de 0,6%.

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