Stephen Kanitz: a redução dos juros é sustentável

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Com o tema Reformas, o futuro chegou, o conferencista Stephen Kanitz abriu, na manhã de 17 de maio, o ciclo de palestras do primeiro dia do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em Natal. O mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School traçou um cenário sobre o atual contexto da economia internacional e fez paralelos com a situação brasileira, garantindo que o Brasil vai muito bem, lastreado por um fator inédito na história deste país: suas reservas cambiais.

Com o tema Reformas, o futuro chegou, o conferencista Stephen Kanitz abriu, na manhã de 17 de maio, o ciclo de palestras do primeiro dia do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em Natal. O mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School traçou um cenário sobre o atual contexto da economia internacional e fez paralelos com a situação brasileira, garantindo que o Brasil vai muito bem, lastreado por um fator inédito na história deste país: suas reservas cambiais.

Kanitz citou declaração de 2006 da presidente Dilma Rousseff, na qual ela defendeu a diminuição do tamanho da dívida para reduzir o custo de capital das empresas brasileiras. E foi enfático: “A redução dos juros é sustentável. Quem não acreditar nisso por estar enxergando o mundo com as coordenadas do passado, quando pegar empréstimos era quase sinônimo de falência, levará 20 anos para começar a alavancar seus negócios, e será ultrapassado por quem for mais arrojado”.

Kanitz defendeu, ainda, a reforma da Previdência como medida a ser tratada como prioritária, por acreditar que é uma falácia pensar que não há déficit nessa conta. “Quando a contribuição de uma pessoa em idade produtiva vai diretamente para alguém que já está aposentado, como acontece atualmente, significa que está se criando uma dívida para o futuro. Se a previsão é de que, em 2050, a proporção de ativos versus aposentados seja de um para um, precisamos rever este modelo já.”

A reforma trabalhista, e o fim de artifícios como a penhora on-line, foram os últimos pontos abordados pelo conferencista. Para Kanitz, a penhora on-line é um desrespeito aos limites do capital social, que já é uma garantia que o empreendedor dá a seus clientes e fornecedores de que sua empresa será saudável. “Hoje, empresários estão fechando seus negócios no Brasil para abri-los na China. No futuro, a nova geração corre o risco de não se tornar empreendedora, se o risco for perder tudo o que possui. E o Brasil precisa de empreendedores”, finalizou.

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