Sondagem da FGV mostra indústria mais cautelosa

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O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5 


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,1% em janeiro ante dezembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o índice havia registrado queda de 4,2% ante novembro. De dezembro para janeiro, o indicador recuou de 116,1 para 113,6 pontos. Na comparação com janeiro do ano passado, o ICI avançou 8,6% – resultado inferior à alta de 9,2% em dezembro, na mesma base de comparação.

O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5 


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,1% em janeiro ante dezembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o índice havia registrado queda de 4,2% ante novembro. De dezembro para janeiro, o indicador recuou de 116,1 para 113,6 pontos. Na comparação com janeiro do ano passado, o ICI avançou 8,6% – resultado inferior à alta de 9,2% em dezembro, na mesma base de comparação.


Segundo a FGV, “o resultado mostra que a indústria continua bastante aquecida no início de 2008, mas o ritmo de atividade econômica é um pouco menos intenso que o vigente no último trimestre de 2007”. O levantamento foi feito entre os dias 2 e 28 deste mês, com 1.079 empresas. Portanto, os entrevistados já estavam sob impacto da turbulência financeira global provocada pelo agravamento da crise imobiliária dos Estado Unidos.


O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve queda de 4,6% em janeiro, em comparação com a taxa negativa de 1,4% em dezembro. De dezembro para janeiro, a proporção dos que avaliam a situação dos negócios como boa caiu de 39,7% para 33,2%, enquanto a dos que a consideram ruim aumentou de 7,3% para 8,1%.


O segundo componente é o Índice de Expectativas, que cresceu 1,1% em janeiro ante queda de 7,5% em dezembro. Em relação a janeiro de 2007, houve aumentos de 11,7% no Índice de Situação Atual e de 5,2% no Índice de Expectativas.


Para os próximos meses, as previsões sinalizam continuidade do crescimento produtivo, apesar de os empresários se mostrarem “mais cautelosos ao tentarem prever um horizonte mais longo”: 54% projetam melhora da situação nos próximos seis meses e 6,3%, piora. Em outubro, as proporções eram de 61,4% e 4,1%.


 

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