Sistema CNC participa de seminário sobre educação física inclusiva e paraolimpíadas

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Parlamentares, professores, profissionais de educação física, alunos e pessoas portadoras de deficiências participaram do Seminário “A Educação Física Escolar Especial, a Inclusiva e as Paraolimpíadas”, realizado no dia 11 de maio, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, com o objetivo de debater a maior participação de alunos portadores de deficiência física na prática da educação física escolar.

 

Participaram da abertura do evento a presidente da Comissão de Turismo e Desporto (CTD) da Câmara, deputada professora Raquel Teixeira, o vice-presidente Financeiro e de

Parlamentares, professores, profissionais de educação física, alunos e pessoas portadoras de deficiências participaram do Seminário “A Educação Física Escolar Especial, a Inclusiva e as Paraolimpíadas”, realizado no dia 11 de maio, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, com o objetivo de debater a maior participação de alunos portadores de deficiência física na prática da educação física escolar.

 

Participaram da abertura do evento a presidente da Comissão de Turismo e Desporto (CTD) da Câmara, deputada professora Raquel Teixeira, o vice-presidente Financeiro e de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Luiz Gil Siuffo Pereira, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, a diretora de Políticas de Educação especial da Secretaria de Educação Especial do Ministério do Trabalho, Martinha Clarete Dutra Santos, e o presidente do Conselho Nacional de Educação Física, Jorge Steinhilber, e diversos parlamentares que atuam na área de turismo, como Edinho Bez, Otávio Leite e Afonso Hamm, entre outros.


Em discurso, Raquel Teixeira afirmou que o esporte é uma importante ferramenta de desenvolvimento pessoal e inclusão social. Para ela, o momento é propício para o debate sobre o tema, já que em 2016, após os Jogos Olímpicos, também serão realizadas as paraolimpíadas, ambos no Rio de Janeiro. Gil Siuffo falou sobre a missão do SESC e do Senac e do trabalho dedicado à educação e cultura que é realizado há mais de sessenta anos em todos os estados da Federação e no Distrito Federal. “Nos últimos anos, o Brasil tem claramente se voltado para a inclusão social dos portadores de deficiências, e as entidades de desenvolvimento social e qualificação profissional do Sistema Comércio, cujas missões estão tão ligadas à causa da inclusão, não poderiam se omitir neste aspecto”, afirmou.

 

Na primeira parte do evento, a professora Jaqueline Duarte, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, apresentou o Programa Educação Precoce, desenvolvido no Distrito Federal, voltado para crianças de zero a três anos com necessidades especiais, que foi criado para desenvolver as potencialidades, habilidades e competências dos alunos. O presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), Jorge Steinhilber, elogiou a participação de para-atletas brasileiros nos jogos mundiais e afirmou a necessidade de planejamento do legado sócio-educacional deixado pelas competições. Na sequência, profissionais de educação física partilharam experiências de sucesso e emocionaram os presentes, com seus relatos de superação de alunos portadores de deficiências.

 

Para o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, a realização dos Jogos Para-olímpicos de 2016 pode ser uma grande oportunidade de transformação para o Brasil, do ponto de vista da inclusão social. “É preciso aproveitar o momento para quebrar preconceitos e fazer com que a sociedade passe a tratar a diferença com naturalidade. Se conseguirmos que um atleta para-olímpico torne-se um ídolo no País, será mais fácil que um portador de deficiência seja melhor aceito como amigo, parceiro de trabalho ou cônjuge”, afirmou, acrescentando que há 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil – número maior do que o de países inteiros da Europa.


A diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Especial do Ministério do Trabalho, Martinha Clarete Santos, representou o ministro da Educação, Fernando Haddad, e concordou com a opinião de Parsons. “Se cada indivíduo é diferente, por que a sociedade só percebe algumas, e determinadas, diferenças?”, questionou Martinha, deficiente visual, que encerrou sua palestra afirmando que, ao praticar a educação inclusiva, o Brasil está contruindo um novo paradigma para o futuro.

 

Paulo Henrique Verardi, da Gerência de Desenvolvimento Esportivo do SESC São Paulo, foi convidado para participar de uma das palestras do seminário. A Educação é uma das maneiras utilizadas pelo Serviço Social do Comércio (SESC) para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Em todas as suas unidades, a entidade trabalha na linha da educação inclusiva, e em algumas unidades há trabalhos voltados especificamente para portadores de necessidades especiais. Verardi falou sobre a sua experiência no SESC de São Carlos, interior de São Paulo. A unidade desenvolve programas de atividade motora adaptada, jogos especiais, simpósios e atividades físicas para portadores de deficiências, como teatro e dança, além de promover campeonatos estaduais, como xadrez para cegos e futsal para surdos, por exemplo. “Mas o mais importante já foi dito aqui. É preciso aprender a lidar com a diferença com naturalidade – e isso é um trabalho pessoal e interno. Senão, não há curso ou atividade em grupo que mude a mentalidade das pessoas”, afirmou.

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