Síntese das palestras do CTur -07/03/2012

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Na abertura do encontro para abordagem do tema Graduação em Turismo – Um Desafio, o presidente do CTur, Alexandre Sampaio, destacou a aprovação, a 21 de dezembro de 2011, no Senado, do Projeto de Lei que regulamenta a profissão de turismólogo. Entre as vantagens do reconhecimento – determinando que o exercício da mesma requer registro em órgão federal competente –, se encontram as oportunidades de aprimorar o currículo do curso, junto ao Ministério da Educação; promover concursos públicos destinados à carreira específica; e alinhar políticas voltadas ao trade.

 

Na abertura do encontro para abordagem do tema Graduação em Turismo – Um Desafio, o presidente do CTur, Alexandre Sampaio, destacou a aprovação, a 21 de dezembro de 2011, no Senado, do Projeto de Lei que regulamenta a profissão de turismólogo. Entre as vantagens do reconhecimento – determinando que o exercício da mesma requer registro em órgão federal competente –, se encontram as oportunidades de aprimorar o currículo do curso, junto ao Ministério da Educação; promover concursos públicos destinados à carreira específica; e alinhar políticas voltadas ao trade.

 

Ao iniciar sua palestra, o professor Bolívar Troncoso Morales, presidente da Confederação Panamericana de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo (Conpet), ressaltou que o turismo se transformou, a partir da 2ª Guerra Mundial, em uma das atividades econômicas mais dinâmicas e importantes do mundo. “Hoje – disse –, os avanços do mercado impõem um perfil profissional capaz de responder às demandas de um consumidor cada vez mais exigente. Isto alarga o horizonte de ofertas para além da convencional modalidade de praia e sol, mas todas dentro de práticas sustentáveis, com níveis de responsabilidade social e ambiental elevados”. Na sua avaliação, as características do emergente cenário de oferta e demanda formulam um novo paradigma, ao qual o setor empresarial do turismo e o sistema educacional precisam responder de maneira adequada.

 

Em seguida, Márcio Bensuaschi, presidente do Instituto Brasileiro de Turismólogos (IBT), iniciou sua apresentação reportando ao perfil da associação, estabelecida em junho de 2010, na cidade de Belo Horizonte (MG). “Não somos uma entidade de classe, mas uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado, que congrega e defende os bacharéis em Turismo e/ou Hotelaria e trabalha no fomento do setor”. Em relação ao receptivo, sobretudo frente aos próximos megaeventos, ele adiantou: “A proposta é proporcionar mais uma ocupação ao bacharel, como uma atividade sazonal, por meio da criação, pelo Senac, de um curso rápido, de poucas horas, que o capacite para o exercício da função de guia. Trata-se uma solução simples, mas capaz de resolver o gargalo de mão de obra já para a Copa e que auxiliará toda a cadeia produtiva do turismo”.

No terceiro painel, Tânia Omena, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), exibiu dados de um estudo feito acerca da educação superior em turismo no Brasil. Trata-se de uma tese de doutorado apresentada, em 2011, na Universidade Vale do Rio Doce (UniVale), por Keila Nicolau Mota. O trabalho foi desenvolvido para fornecer suporte ao detalhamento da oferta de cursos nos antigos Centros Federias de Educação Tecnológica (Cefets), hoje Institutos Federais de Tecnologia. “A pesquisa mapeia as ofertas por regiões, com ênfase no Nordeste, o que se torna interessante, no sentido de futuro. Faz, também, uma análise em relação às mudanças da lei e aponta os desafios colocados pelo ensino superior, não se reportando apenas ao tecnológico, mas à graduação em geral”, informou.

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