A Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje (28/08) pelo IBGE, detectou aumento na produtividade no setor de serviços entre 2007 e 2011 (+3,2%). O valor adicionado avançou 11,7%, enquanto o pessoal ocupado cresceu 8,2%. Assim, a criação efetiva de valor por parte das empresas do setor terciário se tornou mais eficiente nos últimos anos.
A Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje (28/08) pelo IBGE, detectou aumento na produtividade no setor de serviços entre 2007 e 2011 (+3,2%). O valor adicionado avançou 11,7%, enquanto o pessoal ocupado cresceu 8,2%. Assim, a criação efetiva de valor por parte das empresas do setor terciário se tornou mais eficiente nos últimos anos.
Em 2011 o número de empresas cresceu 11,6% em relação ao ano anterior, um avanço maior que o da média dos últimos quatro anos (+8,2%). Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, dados relativos da pesquisa apontam para o ano de 2008 como o de maior aquecimento no setor. “O ano de 2008 foi o melhor para o setor de serviços em termos de receita. Apesar da crise internacional no final de 2008, o consumo de serviços, que depende mais do mercado interno, não foi afetado”, afirma Bentes.
Dentre os principais subsetores de serviços, o destaque foi atividades imobiliárias, com alta de 15,2% em 2011, também acima da média dos últimos quatro anos (+11,4%). Esse subsetor também se sobressaiu em termos de geração de valor adicionado (+24,4%), seguido pelos serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação fora do domicílio (+22,9%).
A receita operacional média avançou 5,2% no último ano da pesquisa. Novamente, os serviços prestados pelas famílias (+12,9%) e as atividades imobiliárias (+8,0%) apresentaram os melhores resultados anuais. Os serviços de manutenção e reparação, por sua vez, acusaram a menor taxa de crescimento ante 2010 (+3,8%).
A quantidade de pessoas trabalhando no setor cresceu à taxa média de 8,1% nos últimos quatro anos. Entretanto, como reflexo da maior produtividade e da expressiva expansão do número de empresas do setor, todos os subsetores apresentaram recuo ou estabilidade na média de trabalhadores por empresa. Em 2011, 11,4 milhões de pessoas trabalhavam nos serviços, sendo a média de trabalhadores por empresa naquele ano (10,5) praticamente a mesma de 2007 (10,6). O subsetor de informação e comunicação é o que apresenta o maior salário médio (R$ 3.251 mensais) – quase o dobro do setor terciário (R$ 1.482).
Em termos regionais, o Sudeste concentra 2/3 da receita bruta e da remuneração paga pelos serviços. A região responde, ainda, por 61% do pessoal ocupado e por 59% das empresas. Naturalmente, o maior salário médio é pago também nessa região (R$ 1.645 mensais), contra R$ 1.482 da média nacional do setor.